por Cláudia Santos *

“Arte de Contar História(s)” é o título de uma das ações da Coordenação de Projetos Intersetoriais, que atua sob a chancela da Diretoria de Currículos Especiais da Secretaria de Educação do Estado da Bahia. Sob o comando de Nide Nobre e sua equipe, que conta com a dedicação de duas jovens sociólogas negras, Fabiana Góes e Flávia Deodato, promove vídeoconferências para discutir temas ligados ao desenvolvimento da sociedade baiana.

Antes que você, leitor ou leitora do Ìrohìn, pense que estou fazendo propaganda governamental, ou, pior ainda, eleitoral, adianto que não e convido vocês a refletir sobre a importância de termos a cultura e história africana e afro-brasileira contemplada em projetos intersetoriais.

Atestei isso participando, como palestrante, da vídeoconferência realizada no dia 21 de julho de 2009, que teve como tema “Irmandade da Boa Morte – História, Cultura e Resistência”. Podemos até traduzir o alcance disso em alguns números, estamos falando de um sistema gerenciado pelo Instituto Anísio Teixeira que dispõe de seis estúdios e 40 auditórios, com capacidade para atender 1.300 pessoas simultaneamente. Um detalhe importante: é possível assistir a esses eventos através da internet.

Outro fato digno de registro é que  tivemos a mediação da professora Ana Teixeira, que responde pela Superintendência de Educação Básica. A presença de gestores, colaborando e, ao mesmo tempo, participando das formações é um dos caminhos que pavimentam a mudança em relação à implementação da Lei 10.639/03. Gestores também precisam de formação continuada.

Como pesquisadora de relações raciais e educação, fui convidada a participar na condição de palestrante para tratar de possibilidades e desafios no trabalho didático. Aceitei o convite e não me arrependi. Num primeiro plano, amparei minha fala na possibilidade que percebo como mais imediata: organizar o trabalho didático de modo que a Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte figure como um tema gerador de atividades em perspectiva multidisciplinar ou interdisciplinar, a depender da realidade de cada escola.

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Leia na  íntegra da reportagem de Claudia Santos no Jornal Ìrohìn.