Edson Santos
Chinaglia inaugura maquete tátil ao lado de atletas paraolímpicos e patrocinadores

O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, acredita que a maquete tátil do Congresso Nacional, inaugurada hoje, vai permitir que os deficientes visuais compreendam a arquitetura da Câmara e do Senado. Ele afirmou que a iniciativa integra o conjunto de ações de acessibilidade desenvolvidas pela Câmara para integrar as pessoas com deficiência ao processo legislativo e parlamentar.

Ele afirmou que, como casa da representação popular, a Câmara tem obrigação de criar mecanismos para integrar portadores de deficiência ao processo legislativo e propor leis que contribuam para a implantação de ações inclusivas. Ele lembrou que 14,5% da população brasileira é constituída por pessoas que têm algum tipo de deficiência. O presidente da Câmara disse que as pessoas com deficiência “não têm a pretensão de ser iguais, mas querem garantias de igualdade de oportunidade e dignidade”.

Jogos Paraolímpicos
Durante a solenidade de inauguração, o presidente do Comitê Paraolímpico Brasileiro, Vital Severino Neto, citou como um dos exemplos das iniciativas do Congresso para estimular ações inclusivas de pessoas com deficiência a aprovação da Lei 10.264/01, que destina 15% dos recursos das loterias reservados para o esporte para financiar atletas com deficiência.

Ele lembrou como impacto positivo dessa lei os resultados obtidos pelos atletas brasileiros na Paraolimpíada de 2004, em Atenas. Os recursos transferidos para o comitê, segundo Severino Neto, permitiram a ida de 98 atletas que conquistaram 33 medalhas. Ele acredita que, neste ano, os recursos viabilizados pela lei vão permitir a ida de 183 atletas, e os resultados devem superar os de 2004.

Vital Severino Neto, que é deficiente visual, elogiou a iniciativa de instalação da maquete tátil e disse que a possibilidade de tocar um objeto que dê a dimensão de uma construção arquitetônica permite uma compreensão muito mais próxima da realidade para quem não enxerga.

A maquete foi executada pelo Centro de Integração Design-Empresa da Universidade Estadual de Minas Gerais, com o apoio da RobTec e do Instituto São Rafael, sob a supervisão do Departamento Técnico da Câmara. Resistente ao manuseio, foi confeccionada em resina, materiais plásticos e aço inoxidável. A escolha dos materiais foi definida pelas particularidades de textura e temperatura e permite à pessoa com deficiência visual distinguir as superfícies dos edifícios, as esquadrias, as áreas cobertas por grama, as áreas pavimentadas e os espelhos d’água.