Álbum de família líquida: conversações possíveis para a (des)construção da marca deficiência mental, por Daniele Noal Gai. Universidade Federal de Santa Maria

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RESUMO/ABSTRACT

Este texto disserta a respeito de uma família convidada a um enfrentamento com o seu álbum de família. Para isso, levou-se em consideração este tempo, em que as redes de relações familiares (re) configuram-se e se estabelecem de outra maneira. Sendo assim, devido à complexidade dessa temática, considerou-se esse álbum como sendo um álbum de família líquida. Esses elementos são considerados a fim de curiosear um álbum de família, e, assim, problematizá-lo como disparador de sentidos outros e de conhecimento, bem como um dispositivo de conversação na investigação em educação. A partir dessa perspectiva, fizeram-se algumas inferências acerca de um álbum de família líquida que tem, dentre as/os suas/seus imagens/sentidos/personagens, um sujeito que carrega a marca deficiência mental. Isso porque, o propósito deste estudo consiste em se perguntar sobre a configuração de família líquida e o lugar ou não-lugar do sujeito que carrega a marca deficiência mental nesta rede de relações. Com esta investigação, propõe-se a (des) construção da marca deficiência mental, tendo em vista a configuração de família líquida e os estudos sobre este tempo líquido (efêmero, volátil, em crônica (des) construção de conceitos, marcas, valores, tendências…), descrito por alguns teóricos, especialmente por Zygmunt Bauman. Desse modo, dissertou-se acerca de algo que está sendo produzido, é produto e produz a contemporaneidade.