Texto composto pela organização mundial de famílias com um filho com deficiência intelectual, cuja sede atual é em Londres, Inglaterra, que possui 200 0rganizações nacionais, semelhantes à Federação Nacional das APAES, lutando em prol de pessoas com deficiência intelectual e suas famílias. Estes dados são recentes, foram colhidos na Internet, com pedido de ampla divulgação.

 

Traduzido do espanhol e digitado em S.Paulo por Maria Amélia Vampré Xavier, da Rede de Informações Área Deficiências Secretaria Estadual de Assistência e Desenvolvimento Social de S.Paulo, Rebrates, SP, Carpe Diem, SP, Sorri Brasil, SP, Fenapaes, Brasília (Diretoria para Assuntos Internacionais). Inclusion InterAmericana e Inclusion International em 30 de março, 2009

 

Voltamos de novo a mencionar Inclusion International, uma organização mundial que agrega famílias de todo o planeta em torno da luta em prol da qualidade de vida, e da defesa de direitos, de pessoas com deficiência intelectual, com certeza a fatia mais excluída, e esquecida, do segmento de pessoas com deficiência intelectual.
Agora que estamos no mundo todo completando 15 anos entre a famosa reunião de educadores, que ocorreu em Salamanca, Espanha, em junho de 1994, que causou uma verdadeira revolução nos métodos educacionais tanto de países adiantados como dos emergentes, e a comemoração da data em junho de 2009, muitas ações estão sendo planejadas para que se conheça o status real da educação inclusiva no mundo.

 

Os dados sobre Inclusion International que estamos repetindo não são uma tentativa estéril mas a confirmação de que as 2.040 APAEs brasileiras, as numerosas e eficientes associações Down que surgiram nos últmos anos no país, conhecem pouco ou nada desse grande esforço mundial de famílias e colaboradores que remonta a quase meio século, no começo dos anos 50.

 

Precisamos enquanto pais, irmãos, avós, em síntese, famílias, nos aproximarmos mais, conhecermos melhor tudo que Inclusion International tem feito e está fazendo, do contrário ficaremos o tempo todo debatendo somente entre nossas associações, isso quando temos tempo que é escasso, como melhorar de fato a situação de nossos filhos e amigos com deficiência intelectual.
Vamos, pois, aos dados a que fizemos referência mais acima:

 

· O QUE É INCLUSION INTERNATIONAL

 

· É uma organização, que se baseia na família, que conta com 200 membros dedicados a salvaguardar os direitos humanos das pessoas com deficiência intelectual e de suas famílias em 115 países.

 

· Seu nível de consultoria é com ECOSOC e com Organizações das
Nações Unidas.

 

· O alcance de Inclusion International ultrapassa os limites de seus Países membros através de redes formais e informais.

 

· A entidade Inclusion International vem estabelecendo laços de conhecimento em todos os níveis ( desde o local até o global) para apoiar as mudanças nas políticas e o desenvolvimento em
relação à deficiência e à inclusão.
Inclusion International neste texto formula a significativa pergunta que é o alicerce de todo o trabalho que vem realizando há cerca de 50 anos.

 

POR QUE PROCURAMOS INFLUIR NAS POLÍTICAS DOS PAÍSES?

 

A resposta é:
QUEREMOS MELHORAR A VIDA DAQUELES QUE TÊM UMA
DEFICIÊNCIA INTELECTUAL E DE SUAS FAMÍLIAS MEDIANTE A CRIAÇÃO DE COMUNIDADES MAIS INCLUSIVAS.

 

Se lermos com atenção a sentença acima vamos ver que no Brasil temos uma caminhada áspera e extremamente longa a ser percorrida para que tenhamos uma noção do que seja “cmunidades mais inclusivas.”

 

Nestes tempos difíceis que vimos atravessando, existe um grande grau de individualismo nas relações humanas que percebemos em nossos contatos diários e que os psicólogos reconhecem com grande apreensão. As dificuldades do dia a dia, os desafios de enfrentar um trânsito pesado nas grandes cidades, o que resulta em tempo valioso de nossas vidas inteiramente desperdiçado, tudo isso faz com que a tendência em toda parte, não só no Brasil, é cuidar de nós mesmos, por extensão nossa famílias, e assim fechamos as portas a estudos e pesquisas que certamente nos tornariam seres humanos melhores.

 

Portanto, parece-nos caso não estejamos enganados, que a criação de comunidades mais inclusivas é uma iniciativa que não mobiliza tanta gente quanto deveria e, como resultado, a inclusão social, educacional, no trabalho, faz-se com números bastante inexpressivos no Brasil.
Vamos prestar agora atenção à nova pergunta, importante como todas, que formula a Inclusion International:

 

COMO INFLUIMOS NAS POLÍTICAS?
· Procuramos escutar aquelas pessoas que têm deficiência intelectual
e suas famílias no mundo inteiro.
· Buscamos padrões dentro daquilo que nos relatam para encontrar
desafios comuns.

  • Transmitimos aos governos o que as pessoas nos dizem, incluindo as Pessoas que tomam decisões acerca da forma pela qual o dinheiro Deve ser investido e que decidem, também, que serviços e programas devem ser criados.

 

Vemos, pelas considerações acima, que precisamos enquanto pais, familiares de pessoas com deficiência intelectual, amigos,. voluntários, pessoas de boa vontade que desejam que tenhamos uma sociedade brasileira bem mais justa e fraterna, nos empenharmos de fato para conhecer as políticas atuais do Brasil, exigir que os direitos humanos de pessoas com deficiência intelectual saiam do papel e se tornem paradigmas do que melhor se pode fazer para tornar felizes os filhos e amigos com essa deficiência que tanto amamos.

 

E precisamos de fato construir SOCIEDADES OU COMUNIDADES MAIS INCLUSIVAS porque se cada um de nós quiser resolver o seu problema com passividade, grande dose de egoísmo e indiferença como às vezes acontece, não daremos um so passo adiante para ajudar de fato as nossas pessoas “especiais” tão queridas ao nosso coração.