DESENVOLVENDO POLÍTICAS INCLUSIVAS

DEVELOPING INCLUSIVE POLICIES

DEVELOPING POLICIES FOR THE FUTURE OF SPECIAL SCHOOLS

O DESENVOLVIMENTO DE POLÍTICAS VISANDO O FUTURO DAS ESCOLAS ESPECIAIS

Material enviado pelo pai e especialista em educação inclusiva, Prof.Peter
Mittler, da Universidade de Manchester, Inglaterra, autoridade em educação
inclusiva em sua condição de pai de um moço, Paul, com deficiêncas. Temos
o Prf. Mittler como grande amigo pessoal e consderamos sua troca de
impressões conosco do maior valor para nossas reflexões de pais de pessoas
com deficiência intelectual interessados em ver uma inclusão educacional bem
sucedida no Brasil.

Traduzido do inglês e digitado em São Paulo por Maria Amélia Vampré Xavier,
da Rede de Informações Área deficiências Secretaria Estadual de Assistência
e Desenvolvimento Social de S.Paulo. Fenapaes, Brasília (Diretora para
Assuntos Internacionais) , Rebraf SP, SP, Carpe Diem, SP, Sorri Brasil, SP´,
Inclusion International e Inclusion InterAmercana em 4 de junho, 2008

Existe, ainda, no Brasil considerável polêmica e discussões em torno da
disponibilidade de educação inclusiva para alunos com deficiências, . nossos
filhos e amigos pelos quais lutamos há tantos anos.

Vez por outra uma professora amiga, desse grupo de gente dedicada de que
temos um bom número no Brasil nos conta as coisas desagradáveis que sofre na
sala de aula, incluindo incompreensão de outros professores, as idéias que
alguns professores mal qualificados encorajam de que ter alunos com
deficiência é uma tarefa menor, já que os alunos apresentam certas
dificuldades que representam, é fato, um grande desafio para os professores.
Alguns colegas de magistério chegam a tratar a pessoa encarregada de
orientar os poucos alunos com deficiência com desprezo, que coisa horrível!
As professoras que lidam com alunos com dificuldades maiores são
frequentemente humilhadas o que não é aceitável de modo algum

Mesmo com essas borrascas que caem nas bem intencionadas cabeças de
professores humanos, desejosos de fazer o possível pelos alunos menos
dotados, minhas amigas professoras não perdem nem o idealismo nem a coragem
e prosseguem defendendo seus pontos de vista com o maior empenho. Mesmo
com esses dados verdadeiros e negativos, vemos uma expansão das idéias
inclusivistas no Brasil e achamos que tudo será uma questão de tempo até
termos uma visão clara de uma BOA EDUCAÇÃO INCLUSIVA.

Nestes dias de consideráveis mudanças no sistema educacional brasileiro,
vamos refletir na experiência mundial de especialistas como Peter Mittler
que atua como professor e principalmente como pai, e que conhece a realidade
educacional de países muito adiantados e também emergentes como os do
continente africano, podendo, portanto, travar um diálogo muito produtivo
conosco.

“Embora exista uma concordância geral de que o trabalho das escolas
especiais está mudando e precisa mudar muito mais, na maioria dos países
prevalece considerável incerteza acerca do papel futuro de escolas
especiais. Alguns argumentam em favor de por de lado a utilização de todas
as escolas especiais durante um período de tempo com base no argumento de
que a existência continuada de escolas especiais é inconsistente com a
inclusão. No Reino Unido o governo está comprometido em conservar escolas
especiais como parte de um amplo espectro de serviços e a fim de
possibilitar aos pais que escolham uma colocação para o filho numa escola
especial se pensaram a respeito e essa é sua opinião firmada.

O numero de escolas especiais no Reino Unido caiu em média 15 por cento no
período 1986-1996( passando de 1405 para 1191), embora o número de alunos
freqüentando escolas especiais tenha permanecido pouco abaixo de 100.000.
Uma Autoridade de Educação, local, fechou todas menos uma de suas escolas
especiais ( o distrito de Londres de Newham) e existem muitas variações
grandes na proporção de crianças em escolas especiais mesmo entre LEAS (lei
educacional inglesa) adjacentes. Na Inglaterra e no País de Gales como um
todo, cerca de 1.2 por cento de todos os alunos em idade escolar estão em
escolas especiais mas os algarismos variam entre 0.32 e 2.6 por cento entre
LEAS em diferentes partes do país.

Contrastando com esses algarismos, cerca de 60 por cento de todos os alunos
com `declarações` de necessidades educacionais especiais estão presentemente
na rede pública de escolas. Esses alunos têm garantidos recursos adicionais
dados pelo LEAS depois de passaram por uma avaliação completa feita por
multi-profissionais . Muitas dessas crianças teriam, sem dúvida, sido
enviadas a escolas especiais no passado, porém, suas necessidades são agora
atendidas em escolas da rede regular de ensino com a ajuda de fundos
adicionais que LEA proporciona através da declaração.

Estas variações enormes refletem a falta de liderança política clara do
governo quanto ao papel das escolas especiais no futuro.Mesmo assim, o
governo estipulou que todas as Autoridades Educacionais Locais esclareçam
sua política de inclusão como parte de seu Plano Global de Desenvolvimento
da Educação Estes planos estão sujeitos à inspeção do Escritório de
Padrões em Educação.

Uma exigência semelhante é colocada em todas as escolas, sejam da rede
regular ou especiais.

As observações acima servem para alimentar o nosso espírito, nessa
constante luta pela implementação de uma escola inclusiva de ótimo nível.

Embora uma análise criteriosa mostre que temos muito que caminhar, ainda, no
Brasil, a análise do que se passa em países com os quais mantemos boas
relações de amizade e respeito só pode contribuir para nosso aperfeiçoamento
quanto a tema tão delicado.

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