Realização: Programa Espaço Escuta e Centro de Educação para Surdos Rio Branco Dia: 30 de maio 2015 8h30 às 12h30 Local: Faculdades Integradas Rio Branco Av. José Maria de Faria, 111 - Lapa - São Paulo, SP Com Intérprete de Libras  Público alvo: Familiares de crianças surdas (Implantadas ou não), surdos, deficientes auditivos, profissionais da área e interessados em geral. Programação * Café da manhã * Implante coclear no mundo: possibilidades de atuação e intervenção Palestrantes: DR. Osmar Mesquita Neto, Fonoaudióloga Dra. Maria Cecília de Moura e Fonoaudióloga Cristina Onuki (obs.: a abreviatura de fonoaudióloga é

Do Desculpe Não Ouvi

Durante muito tempo, eu tive a proposta de evitar ao máximo o assunto LIBRAS aqui no blog. Porque, como muita gente sabe, no que se refere a diversidade da deficiência auditiva, existe uma divisão entre Oralização e Língua de Sinais.

Pessoalmente, eu sou a favor do respeito pela oralização e pelo uso de próteses, porque óbvio, sou surda adquirida pós língual. Ou seja, a surdez veio quando eu já tinha uma língua natural muito bem desenvolvida. E por isso, opto por defender principalmente casos iguais ao meu, pois existe muito mais divulgação dos surdos de nascença do que dos adquiridos e pós linguais.

E eu queria divulgar esse grupo ao qual pertenço, simplesmente porque a maioria das pessoas não sabia (e muitos continuam não sabendo) que a deficiência auditiva possui diversos grupos com necessidades distintas. Passei a minha vida toda explicando que não nasci surda e não tenho afinidade com a língua de sinais. Era importantíssimo falar disso e dar ênfase somente neste assunto, já que havia muita gente falando do outro grupo, que não precisavam do meu apoio.

Porém, depois de praticamente 6 anos falando sobre esse assunto, começo a abrir brechas para falar também de LIBRAS, principalmente quando se trata de uní-la ao Implante Coclear. Não como regra, mas como uma possibilidade.

Inclusive porque não sou só eu que venho abrindo espaço para essa discussão, até mesmo Escolas Bilingues para surdos (ou seja, escolas que tem LIBRAS como primeiro idioma e língua portuguesa como idioma auxiliar) estão  dando abertura pra esta abordagem.

É o caso do Colégio Rio Branco de São Paulo, que possui uma unidade bilingue para surdos.

No próximo dia 30 de maio, haverá um encontro sobre Implante Coclear, com a intenção de esclarecer e debater sobre o assunto com familiares de crianças com deficiência auditiva, surdos e profissionais que trabalham com surdez. O projeto é realizado em parceria com o Programa Espaço Escuta, famoso por acolher e orientar famílias com crianças implantadas.

Importante: é necessário inscrição (paga) e as vagas são limitadas.