Dilemas Éticos das Sociedades Contemporâneas

Com Prof. George Barcat

“Não se trata de dar às almas o poder de ver, porque elas já o possuem, mas de buscar orientar aquelas que não estão voltadas para a direção que deveriam, ou não olham para o que é preciso.” Platão — A República, VII, 518d

Mesmo depois de três mil anos de exercícios eficientes realizados por gigantes do pensamento e da conduta, ainda não aprendemos a conceber regras capazes de resolver dilemas éticos. Cada procedimento proposto por filósofos do Oriente e do Ocidente só dá conta de uma parte do dilema, deixando o restante mais ou menos a descoberto. Por conta disso, quando a dificuldade é de natureza ética parece que estamos sempre no começo e precisamos encontrar novas fórmulas de abordagem, avaliação e resolução.

Creio que o seguinte dilema é suficiente para ilustrar a aparente incapacidade humana de encontrar um sistema de justiça e organização social perfeito: Você torturaria ou mataria uma pessoa para salvar cem? Como resolver uma questão dessa magnitude? Há dezenas de propostas sólidas a favor, e dezenas de outras contrárias à tortura / assassinato.

Pois bem, neste Fórum Temático apresentaremos alguns questionamentos éticos próprios das sociedades contemporâneas, por exemplo:

• É justo exigirmos que as pessoas ditas “carentes” sejam protagonistas de seus destinos?
• Devemos organizar a vida em sociedade (trabalho, consumo, relações de amizade, lazer, velhice…) em nome da eficiência ou em nome da solidariedade (considerando as situações em que uma praticamente exclui a outra)?
• Os animais têm direitos?
• O que fazer com as florestas?
• O consenso ainda é possível, ou devemos nos contentar com acordos?
• Como desestimular a indiferença com a política e questões sociais e, ao mesmo tempo, valorizar a liberdade individual?

Há uma questão que liga todas essas: O que é uma vida boa?
Analisaremos estes dilemas privados e coletivos a partir dos conceitos seminais de bem, valor, responsabilidade, compromisso, honestidade — e outros mais que vocês trouxerem.

George Barcat — escritor e dramaturgo, professor de Ética, Lógica e História da Filosofia na Palas Athena, é também consultor de Ética empresarial.

ENTRADA FRANCA

10 de abril de 2012 | terça-feira | 19 horas
Auditório do MASP | Museu de Arte de São Paulo
Av. Paulista, 1578 – São Paulo/SP – Estação Trianon-Masp do metrô

Não é necessário fazer inscrição antecipada

Realização: Comitê da Cultura de Paz
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