Auditorio aonde acontece o seminario
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QUE O INSTITUTO BENJAMIN CONSTANT E A ESCOLA NACIONAL DE SURDOS NÃO SEJAM FECHADOS É A PRIORIDADE DO MOMENTO PARA A FRENTE EM DEFESA DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA.

Foi recriada, nesta terça-feira no Congresso a Frente Parlamentar em Defesa das Pessoas com Deficiência. E no momento, o que mobiliza mais os senadores e deputados é a possibilidade do fechamento dos institutos Benjamin Constant e o de Educação para Surdos no final do ano. Instituições com mais de 150 anos de história, foram fundadas pelo imperador Dom Pedro II no século XIX. O instituto para surdos foi onde nasceu a “Libras”, a Língua Brasileira de Sinais, é o berço da cultura surda e foi o foco de resistência da língua de sinais quando ela foi proibida até a metade da década de 70. Já o instituto Benjamin Constant foi a primeira instituição de ensino do Braille de toda a América Latina. No entanto, no último dia 17 o Ministério da Educação comunicou que ambas as escolas seriam fechadas e seus alunos matriculados na rede regular de ensino, o que provocou desespero nos alunos e suas famílias. O senador Lindbergh Farias do PT do Rio de Janeiro se reuniu com esses estudantes e diz que a Frente irá trabalhar junto com eles contra o fechamento destas escolas. (LINDBERG FARIAS): Nós somos completamente contra isso. Eu acho que aqui há um equívoco e nós queremos corrigir esta posição, conversar com o Ministério da Educação. Eu não considero que a melhor forma de garantir a inclusão na rede regular é fechar o que já existe. Quem tem que decidir pra onde seu filho vai é a mãe e o pai, não dá pra abrir mão disso. Não existe inclusão autoritária, a inclusão por natureza tem que ser democrática. (REP): Devido à grande polêmica que o anúncio provocou, o Ministério recuou, mas os alunos e famílias cobram a posição formal do ministro Fernando Haddad. Outra medida anunciada pela Frente como prioridade será a regulamentação em nosso país da Convenção da ONU pelos direitos das pessoas com deficiência. Segundo o último Censo Demográfico, os deficientes são hoje 14% da população de nosso país.

Fonte: Radio Senado