Amig@s,
Continuando o relato da mobilização carioca, quando começou a chuva saimos rapidamente do quiosque em busca de um lugar agradável para um lanche, a chuva aumentava rápido e começava a aventura de duas quadras até o nosso lugar de destino.
Estava carregando a sacola com o material do assino inclusão, faixa e banner, e outras coisas mais. Como achamos o acesso complicado, a Regina acomodou o material no seu colo e colocou o copo que carregava acomodado na cadeira, bem apoiado, para que não caísse.
Atravessamos as ruas já com alguma dificuldade, não foi fácil empurrar a cadeira no meio de tantas irregularidades no asfalto (é assim que se fala?). Mas o pior ainda estava por vir, a cada instante encontrávamos obstáculos nas calçadas, e logo no ínicio a cadeira parou bruscamente em uma elevação e a Regina caiu. Felizmente não aconteceu nada de grave, ela me orientou e com a ajuda de um rapaz que passava, consegui acomodá-la na cadeira, que antes precisei enxugar, pois ficou completamente molhada.
Percebi o caos e a falta total de conforto que @ cadeirante enfrenta para se mobilizar, para ter acesso à escola, lazer, trabalho e como isto é assustador e perigoso. Fiquei primeiro com a sensação de culpa, pois eu empurrava a cadeira, e depois completamente indignada com a situação enfrentada diariamente por cadeirantes, idosos, grávidas e todas as pessoas que apresentam dificuldade de locomoção.
Segunda, antes de começar minha labuta diária, estarei com a secretária municipal da pessoa com deficiência para uma nova coleta de assinaturas e informações sobre a Convenção dentro do CIAD, junto a pais, profissionais e secretarias municipais. Aproveitarei para relatar o ocorrido, mostrar a minha indignação e pedir providências. Foi um susto para mim e para Regina uma situação diária bem mais que assustadora.
um abraço,
Claudia

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