Inclusive - problemas na educação. A palavra educação escrita com as letras invertidas e um aluno desolado em frente ao quadro negro.

Nesta quarta-feira (16), o governo entrega ao Congresso Nacional o Plano Nacional de Educação (PNE), que prevê o investimento de 7% do PIB (Produto Interno Bruto) no setor. A verba do orçamento destinada à educação sobe apenas 0,2% ao ano – desde 2005. O presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Roberto Franklin de Leão, considera a nova meta insuficiente para atender a demanda atual.

“Esse ritmo precisa ser aumentado se o país quiser, em um curto espaço de tempo, atingir o nível de outros países desenvolvidos quando se fala em educação. Eu considero bom, importante, mas a perspectiva do movimento social e dos trabalhadores em educação no Brasil é de um aumento para 10% do PIB e os 50% do fundo do pré-sal para a educação.”

O PNE será votado em 2011 e as metas deverão ser cumpridas em 10 anos. O Ministério da Educação, responsável pela elaboração do Plano, anunciou que a valorização dos professores será a prioridade para o próximo período. Para Roberto, as propostas de melhorias devem ser ampliadas.

“A CNTE defende uma valorização não apenas dos professores, mas do conjunto dos trabalhadores da educação, incluindo os funcionários de escola. Valorização é salário, plano de carreira, uma formação inicial e continuada sólida, consistente, ampla, caucada em princípios humanísticos, que entenda que a proposta da educação deve ser libertadora e não de adestramento.”

Atualmente, apenas 5% do PIB do país é investido em educação. O atual PNE, em vigência desde 2001, também tinha uma meta de 7%, mas ela foi rejeitada pelo então presidente Fernando Henrique Cardoso.
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Fonte: Radioagência NP, Jorge Américo