http://www.un.org/disabilities/default.asp?navid=34&pid=18

Panorama Geral

  • Cerca de 10% da população mundial, ou 650 milhões de pessoas, têm deficiência, o que as torna a maior minoria do mundo.

  • Este número está aumentando com o crescimento da população, avanços da medicina e o envelhecimento global, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS)

  • Nos países com expectativa de vida de mais de 70 anos, os indivíduos vivem uma média de 8 anos, ou 11,5% de suas vidas, com alguma deficiência.

  • 80% das pessoas com deficiência vivem em países em desenvolvimento, de acordo com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

  • Os índices de deficiência são significativamente mais altos entre grupos com níveis de educação mais baixos nos países da Organização para Cooperação Econômica e Desenvolvimento, OCDE, segundo o Secretariado da entidade. Em geral, 19% das pessoas menos educadas apresentam alguma limitação, comparado com 11% entre os mais bem educados.

  • Na maioria dos países da OCDE, há mais mulheres com deficiência do que homens.

  • O Banco Mundial estima que 20% das pessoas mais pobres do mundo têm algum tipo de deficiência, e costumam ser reconhecidas em suas comunidades como o grupo que está em maior desvantagem.

  • Mulheres com deficiência são consideradas em múltipla desvantagem, porque sofrem exclusão por conta do gênero e da deficiência.

  • Mulheres e meninas com deficiência são particularmente vulneráveis a abusos. Um pequeno estudo em Odessa, Índia, concluiu que virtualmente todas as mulheres e meninas com deficiência eram agredidas em casa, 25% das mulheres com deficiência intelectual foram estupradas e 6% das mulheres com deficiência foram esterilizadas à força.

  • De acordo com o UNICEF, 30% dos jovens de rua têm alguma deficiência.

  • A mortalidade entre crianças com deficiência pode chegar a 80% em países onde a taxa de mortalidade dos menores de 5 anos como um todo caiu em 20%, segundo o Departamento para Desenvolvimento Regional do Reino Unido, levando a crer que estas crianças estejam sendo “descartadas”.

  • Estudos comparativos das legislações sobre deficiência mostram que apenas 45 países têm leis anti-discriminatórias e outras relacionadas especificamente à deficiência.

  • No Reino Unido, 75% das empresas do Índice FTSE na Bolsa de Londres não cumprem com a acessibilidade na Web, deixando de lado uma receita de US $ 147 milhões (R$ 250 milhões).

Educação

  • 90% das crianças com deficiência em países em desenvolvimento não vão à escola, segundo a UNESCO.

  • O índice global de alfabetização entre adultos com deficiência não chega a 3%, e 1% entre mulheres com deficiência, de acordo com um estudo do PNUD de 1998.

  • Nos países da OCDE, existem pouquíssimos estudantes com deficiência no nível superior, embora o número esteja aumentando.

Emprego

  • Cerca de 386 milhões de pessoas com idade para trabalhar têm algum tipo de deficiência, segundo a Organização Internacional do Trabalho (OIT). O desemprego entre pessoas com deficiência chega a 80% em alguns países. É freqüente os empregadores assumirem que pessoas com deficiência não têm capacidade para traba
    lhar.

  • Embora as pessoas com deficiência constituam significantes 5 a 6% da população da Índia, suas necessidades de emprego continuam sem ser atendidas, de acordo com um estudo do Centro Nacional para Promoção de Emprego para Pessoas com Deficiência indiano, apesar do Ato “Pessoas com Deficiência”, que reserva 3% de vagas governamentais. De 70 milhões de pessoas com deficiência na Índia, apenas cerca de 100 mil conseguiram uma colocação na indústria do país.

  • Uma pesquisa de 2004 nos Estados Unidos mostrou que apenas 35% das pessoas com deficiência com idade para trabalhar estão de fato trabalhando, comparado com 78% das que não têm deficiência. Dois terços dos desempregados que responderam à pesquisa disseram que gostariam de trabalhar, mas não conseguem encontrar um emprego.

  • Um estudo de 2003 feito pela Universidade de Rutgers apontou que pessoas com deficiência física e intelectual continuam muito mal representadas no mercado de trabalho americano. Um terço dos empregadores consultados alegou que as pessoas com deficiência não são capazes de desempenhar efetivamente as tarefas do trabalho. A segunda principal razão apontada para a não contratação de pessoas com deficiência foi o receio do alto custo de tornar o ambiente de trabalho acessível.

  • Uma pesquisa feita com empregadores americanos em 2003 mostrou que o custo para tornar o local de trabalho acessível custava apenas US$500 (R$ 850) ou menos; 73% dos empregadores consultados disseram que seus funcionários não requeriam nenhuma adaptação.

  • Empresas informaram que seus empregados com deficiência ficam mais tempo no emprego, reduzindo os altos custos do abandono do trabalho, diz um estudo americano de 2002. Outras pesquisas americanas revelaram que depois de um ano de emprego, a taxa de permanência das pessoas com deficiência é de 85%.

  • Milhares de pessoas com deficiência têm sido bem-sucedidas como proprietárias de pequenas empresas, de acordo com o Departamento Americano de Trabalho. O Censo nacional de 1990 apontou que as pessoas com deficiência têm uma taxa maior de experiência em pequenas empresas (12,2%) do que as pessoas sem deficiência (7,8%).

Violência

  • Para cada criança morta em conflitos armados, 3 são feridas e adquirem alguma forma de deficiência permanente.

  • Em alguns países, até um quarto das deficiências são resultado de ferimentos em decorrência da violência, segundo a OMS.

  • Pessoas com deficiência estão em maior risco de serem vítimas de violência ou estupro, de acordo com um estudo britânico de 2004, e têm menor acesso à intervenção policial, proteção legal ou cuidados preventivos.

  • Pequisas indicam que as taxas anuais de violência contra crianças com deficiência é 1,7 vezes maior do que entre crianças sem deficiência.

Tradução – Patricia Almeida (Agência Inclusive)