A capa do livro, com o título, autoria e dados editoriais sobre composição geométrica esmaecida.
A capa do livro, com o título, autoria e dados editoriais sobre composição geométrica esmaecida.

Concorrendo ao 59º Prêmio Jabuti na área de educação, o livro de Kelly Cristina Brandão da Silva é um ousado empreendimento, fruto de de sua tese de doutoramento na USP, que enfrenta os dilemas da educação inclusiva e encara as vicissitudes e contradições na implementação das políticas a partir da análise discursiva e metodológica empregadas no âmbito da gestão e práticas educacionais.

A questão que incide no espaço escolar de forma contundente na atualidade concerne ao fato da Educação cada vez mais prescindir da dimensão artística e privilegiar a dimensão técnica. A exacerbação do tecnicismo significa o predomínio do caráter replicável e serial, oriundo da fabricação de objetos, em uma tarefa eminentemente humana, a educação. Considerá-la como arte, e não meramente como técnica a ser aplicada (e replicada), exige que a mão do oleiro deixe marcas na argila, o que requer uma mudança subjetiva – tanto do professor quanto do aluno – a partir de uma experiência em conjunto. Isso não ocorre na massa, dada sua dimensão artesanal. Menos ainda quando se trata do chamado aluno especial, o qual não se dilui no todo.

 

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