Rita Pokk, com blusa vermelha, sorrindo e segurando o trofeu Kikito de ouro, do festival de cinema de Gramado.Assista ao depoimento da atriz Rita Pokk, do filme Colegas, sobre a inclusão escolar: “Se eu tivesse uma filha, eu ia atrás, ia brigar até achar uma escola para pessoas normais e para pessoas com deficiência, tudo misturado.”

Transcrição

Desde pequena eu estudei numa escola normal, em São Paulo.

Eu me divertia pra caramba, adorava estudar muito, ficar com meus amigos.

Eu tinha dificuldade de pegar as matérias. E eu no comecinho e a professora apagando.

E eu escrevendo.

Cadê?

Aonde que eu estou?

E a professora tinha apagado…

Como que eu vou pegar a matéria?

E eu comecei a dificuldade de pegar a matéria.

Então, o que a minha mãe fez? Ela pegou toda a matéria, levou para casa.

E minha mãe me ensinou uma série de coisas que eu aprendi e voltei pra escola.

Eu fiz da quinta até a sétima série incompleta.

Se eu tivesse uma filha, se eu fosse mãe, eu vou por ela numa escola normal, conversar com diretores, professores.

Eu ia atrás, ia brigar até achar uma escola para pessoas normais e para pessoas com deficiência, tudo misturado.

A minha mãe jamais faria isso, de me tirar de uma escola normal para me colocar numa escola para deficiência.

Porque eu quero interagir, não quero me isolar.

Eu quero seguir em frente, encarar a sociedade de frente.

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