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PERSPECTIVAS – Instalações Coreográficas é uma performance de Dança Contemporânea com Julie Cleves (Londres), Mickaella Dantas (Natal) e Carla Vendramin (Porto Alegre) que estreia dia 22 de julho – sexta-feira para convidados, com temporada dias 23, 24 e de 26 a 31 de julho de 2010, sempre às 20 horas, no Museu de Arte Contemporânea do RS, Galeria Xico Stockinger (6º andar da Casa de Cultura Mario Quintana – Rua dos Andradas, 736) em Porto Alegre/RS.

Este é um trabalho que foi originado a partir de um processo colaborativo de pesquisa coreográfica das bailarinas Carla Vendramin, Julie Cleves e Kimberley Harvey, em Londres, entre 2008-2010. Selecionado em primeiro lugar, este projeto foi contemplado com o Fundo de Apoio à Produção Artística e Cultural de Porto Alegre (FUMPROARTE), e traz à cidade a bailarina Julie Cleves de Londres e Mickaella Dantas de Natal RN. Nesta fase de criação, o projeto atinge uma relação maior com as artes visuais e recebe o apoio institucional do Museu de Arte Contemporânea do RS – MACRS que se tornou uma parceria fundamental para o processo criativo do trabalho na utilização da Galeria Xico Stockinger nessas apresentações.

As instalações coreográficas PERSPECTIVAS investigam proximidade, distância, oposição, foco fechado e aberto, simetria e assimetria, repetição e transformação; trazendo novos olhares sobre as relações do corpo com o espaço e com o público, da composição entre coreografia, som, luz e vídeo e das relações entre as bailarinas. O olhar sobre um objeto (objeto, corpo, ou ideia) é relativo ao ponto de vista do observador. Assim, a realidade percebida se cria não pelo objeto em si, mas pelos variados ‘pontos de perspectiva’, que trazem uma representação parcial e inexata da realidade.

Sobre um aspecto relacional, a singularidade da perspectiva na percepção do mundo se dá pela diversidade dos indivíduos. Obviamente cada indivíduo percebe o mundo segundo uma perspectiva muito particular. Também, um indivíduo é obviamente mais complexo do que geralmente tende a ser percebido pelo outro, na sua perspectiva particular. O congelamento deste paradoxo restringe a definição de identidade em estigmas, que o mecanismo social consolida e impõe. Formas estabelecidas de entender os indivíduos se dão pelo gênero, sexualidade, nível social, origem cultural, eficiência ou deficiência. O elenco de PERSPECTIVAS é formado por bailarinas com e sem deficiências. E por toda a complexidade que esta relação, mas não somente ela, também outras podem trazer.