Capa da publicação - uma chaminé industrial e a pergunta: Desenvolvimento para quê?
Capa da publicação - uma chaminé industrial e a pergunta: Desenvolvimento para quê?

Dulce Pandolfi
do Ibase

Como de costume, a revista Democracia Viva traz para o debate temas e questões pertinentes, instigantes e atuais. A preocupação maior é com a democracia, com a participação e com a cidadania e a abrangência vai do local ao mundial. Ao refletirmos sobre a cidade, o país e o mundo que temos, pretendemos contribuir para a construção da cidade, do país e do mundo que queremos.

Nesta edição, a despeito da variedade dos problemas abordados, dois se destacam e formam seções. Uma reproduz falas de moradores e moradoras de favelas, gestores públicos e pesquisadores que, em evento histórico, organizado pela Fundação Heinrich Böll e pelo Ibase, discutiram a cidade, a segurança e o futuro das Unidades de Polícia Pacificadora, as UPPs. A outra gira em torno da problemática do desenvolvimento e tem um foco especial no BNDES, objeto de uma iniciativa que o Ibase participa em articulação com uma série de instituições.

Para além dessas seções, os demais artigos aqui publicados debatem questões como a disputa entre a mercantilização da ciência e a sua percepção como um patrimônio a ser compartilhado por todos; o processo de revitalização da zona portuária do Rio de Janeiro, que está se dando em função dos chamados megaeventos, mas que não tem ouvido a população que ali mora; a expansão do Partido Pirata, criado em 2006 na Suécia, cujas bandeiras principais são a abolição da propriedade intelectual, a transparência pública e o acesso amplo à informação; o papel das redes sociais nas eleições de 2010. Questiona-se o tipo de cooperação que os países emergentes como Brasil, China e Índia têm com o continente africano e ainda os acordos estabelecidos entre Brasil e Peru para a construção de hidrelétricas que atingem o meio ambiente e afetam drasticamente as populações indígenas.

Dois são os nossos entrevistados. Um é Eduardo Gudynas, para quem o desenvolvimento é um conceito ultrapassado e, por isso, considera fundamental se pensar “alternativas de desenvolvimento”. O outro entrevistado é Chico de Oliveira. Com uma rica trajetória de vida, ao lado de Celso Furtado, foi um dos principais construtores da Sudene. Crítico feroz do nosso modelo de desenvolvimento, Chico tem feito do tema um dos objetos centrais de sua extensa e densa reflexão.

Confira aqui a íntegra da revista.
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Fonte: Ibase