Imagem dos participantes do evento
Evento foi realizado no Auditório Jurandyr Oliveira, no Campus I, em Salvador. Fotos: Anderson Freire/Ascom

Os professores José Leon Crochik, da Universidade de São Paulo (USP), e Marcos Emanuel, da Universidade Federal da Bahia (Ufba), participaram nessa quarta-feira, dia 1° de dezembro, da mesa-redonda Abordagens teórico-metodológicas em estudos sobre preconceito, inclusão e cidadania, coordenada pela professora da UNEB Nicoleta Mattos.

Os docentes discutiram no Auditório Jurandyr Oliveira, do Departamento de Educação (DEDC) do Campus I da UNEB, em Salvador, pesquisas que evidenciam lacunas encontradas no campo da educação sobre o tema em questão.

“As linhas teóricas não dão conta, sozinhas, da prática escolar. Mas a pesquisa é sempre uma maneira de contribuir para uma metodologia mais assertiva. Temos de pensar a ciência no que ela contribui, nas suas limitações e no seu poder de superação”, frisou o professor Crochik.

Marcos Emanuel apresentou algumas estratégias teóricas encontradas na literatura acadêmica para o enfrentamento das práticas preconceituosas observadas em escolas e universidades.

“O preconceito é algo aprendido ainda na infância, por meio das relações de afeto com os pais, tios e familiares. A simples oferta de informação não basta para uma mudança de postura”, ponderou o professor da Ufba.
Inclusão

A mesa-redonda integrou a programação de encerramento do II Seminário sobre Inclusão, Preconceito e Cidadania, que teve início no dia 30 de novembro.

O evento, que reuniu mais de 100 participantes, foi uma promoção do grupo de pesquisa inclusão e sociedade, pertencente ao Programa de Pós-Graduação em Educação e Contemporaneidade (PPGEduC) da instituição.

“A educação inclusiva vem sendo tratada pela universidade com muita dedicação e respeito. O grupo gestor tem apoiado nossas ações para que possamos dar conta de uma educação que promova a inserção social e inclusão, por exemplo, dos deficientes físicos, homossexuais e afrodescendentes”, observou Luciene Silva, coordenadora do seminário.

De acordo com Luciene, o volume de estudantes portadores de necessidades especiais na universidade vem aumentando.

“Precisamos estar preparados para recebê-los, não apenas proporcionando acessibilidade, mas também um ambiente acadêmico propício para a construção do conhecimento”, pontuou a coordenadora.
Preconceito

Durante o seminário também foram apresentados os resultados parciais obtidos com a pesquisa Preconceito em relação aos incluídos da educação inclusiva, que está sendo realizada simultaneamente nas cidades de Salvador, São Paulo (SP), Campo Grande (MS), Belém (PA), Santarém (PA), Toledo (PR) e até em Buenos Aires, capital da Argentina.

Na capital baiana, a pesquisa está sendo coordenada por Luciene Silva, que se mostrou otimista quanto ao trabalho realizado.

“Esse é apenas o primeiro ano de estudos, que devem durar quatro anos. É muito gratificante poder representar a UNEB em uma iniciativa dessa dimensão e sobre um tema de suma relevância para a sociedade”, comemorou Luciene.

O seminário teve apoio da direção do DEDC, da Pró-Reitoria de Extensão (Proex) e do Núcleo de Educação Especial (Nede) da universidade.

Participaram também das atividades os professores Horácio Ferber, da Universidade del Museo Social Argentino, Branca Meneses e Dulce Pedrossian, ambas da Universidade Federal do Mato Grosso (Ufms), Maria Isabel Batista, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Marian Ávila, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), e Rosi Giordano, da Universidade Federal do Pará (Ufpa).

___________

Fonte: UNEB