Prêmio Educando Para A Diversidade Sexual, lápis multicoloridos diante de quadro negro

O projeto “Educar para a Vida é Educar para a Diversidade” do Centro de Referência em Direitos Humanos e Combate à Homofobia (Centrho), órgão vinculado a Secretaria de Estado de Trabalho e Assistência Social (Setas) ganhou prêmio “Educando para Diversidade Sexual”, pelo desempenho alcançado com ações no combate a discriminação sexual no ambiente escolar.

O projeto “Educar para a Vida é Educar para Diversidade” foi desenvolvido em escolas estaduais da capital, dentre elas: Escola Frederico Libermann, José Barbosa Rodrigues, Orcirio Thiago de Oliveira, Padre José Scampini e Escola Waldemir de Barros Silva.

Em cada instituição foram desenvolvidas seis oficinas, juntamente com professores sobre os seguintes temas: Direitos Humanos; Respeito às Diferenças; Relações Sociais de Gênero; Protagonismo Juvenil; Saúde; Meio Ambiente e Relações Solidárias. Ao todo foram executadas 42 oficinas com a participação de 320 jovens que cursam o Nível Médio.

Ernângela Maria de Souza Calixto, diretora da escola Waldemir Barros da Silva destaca que desde o ano passado o projeto vem sendo desenvolvido e ressalta as mudanças no comportamento dos alunos. “Existiam algumas brincadeiras entre os adolescentes, mas com as palestras isso diminuiu bastante”. Ainda segundo a diretora, é uma maneira despertar uma consciência da diversidade, de saber que cada um tem sua diferença.

Objetivo do prêmio

O prêmio tem por objetivo reconhecer, valorizar e incentivar trabalhos que visem promover o respeito à diversidade sexual dentro das escolas de todo o País. “Educar para a Vida é Educar para a Diversidade” ganhou o prêmio concorrendo com trabalhos oriundos de diversas regiões brasileiras.

A escolha do projeto vencedor ocorreu por meio de uma comissão julgadora composta por seis membros, designados pelo Centro Paranaense de Cidadania (Cepac). A solenidade de premiação acontece na próxima semana (23), a partir das 16h30, na Sala das Comissões da Câmara dos Deputados, em Brasília.

Premiados

Além do Centrho foram premiados mais nove trabalhos:

Anis – Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero: Publicação: “Homofobia nas Escolas: o papel dos livros didáticos” – Debora Diniz;

Dayana Brunetto Carlin dos Santos: Dissertação de Mestrado (UFPR, 2010) “Cartografias da Transexualidade: a experiência escolar e outras tramas”;

ECOS – Comunicação em Sexualidade: Boletins Escola Sem Homofobia – Bolesh – Maria Helena Franco;

Escola Estadual de Ensino Fundamental Rio de Janeiro (Porto Alegre): Diga não è homofobia escolar, valorizando as singularidades e as diferenças – Marina Reidel;

Grupo de Teatro do Oprimido Diversidade EnCena: Espetáculo de Teatro-Fórum Coisas de Menina – Leandro Lopes do Nascimento;

Maria Alcina Ramos de Freitas: Dissertação de Mestrado (UFAL, 2009) “Purpurina na Terra do Cangaço: refletindo a homossexualidade na escola”;

Dra. Mary Neide Damico Figueiró: Grupos de Estudos sobre Educação Sexual e GEES/Escola: a criação de “Rede de Formadores” – Universidade Estadual de Londrina;

Universidade Federal do Rio de Janeiro/ Projeto Diversidade Sexual na Escola – Alexandre Bortolini;

Professora Luma Andrade: homenagem especial à travesti doutoranda em educação pela Universidade Federal do Ceará.

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Fonte: Jornal Dia a Dia