É com enorme tristeza que comunicamos o falecimento de nossa fundadora e presidente emérita, Dorina de Gouvêa Nowill, ocorrido neste domingo, 29 de agosto de 2010, às 19h30, de falência múltipla dos órgãos. O velório, aberto ao público e a imprensa acontece nesta segunda-feira, 30 de agosto de 2010, a partir das 8h, na sede da Fundação Dorina Nowill para Cegos, na Rua Dr. de Diogo de Faria, nº558, Vila Clementino, em São Paulo, e o sepultamento acontecerá no Cemitério da Consolação, as 16h. Dorina estava com 91 anos de idade e era daquelas brasileiras que nos faziam acreditar no Brasil. Perseverança, compaixão e paciência são as lições deixadas por esta paulistana, que cega aos 17 anos enxergava o mundo com os olhos da alma. Dorina nasceu em São Paulo no dia 28 de maio de 1919. Ficou cega aos 17 anos vítima de uma patologia. Foi a primeira aluna cega a frequentar um curso regular, na Escola Normal Caetano de Campos, em São Paulo. Percebendo, naquela época, a carência de livros em braille no Brasil, criou em 1946, com a participação de outras normalistas, a Fundação para o Livro do Cego no Brasil, que mais tarde recebeu seu nome em reconhecimento por uma vida inteira dedicada à inclusão dos deficientes visuais. Foi presidente do Conselho Mundial para o Bem estar de Cegos, atual União Mundial de Cegos e recebeu diversos prêmios e medalhas nacionais e internacionais ao longo de seus mais de 63 anos de trabalho à frente da Fundação. Ficam a saudade e os exemplos como guias para a continuidade do trabalho iniciado e desenvolvido por Dorina em mais de seis décadas. Nesta ocasião, expressamos também nossa gratidão pelas condolências recebidas e reiteramos nosso compromisso, assumido ano após ano, com o desenvolvimento e a inclusão social da pessoa cega e com baixa visão em nossa sociedade.

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