Inclusive – Agência Internacional para a Promoção da Inclusão
http://www.agenciainclusive.blogspot.com/
agencia.inclusive@gmail.com

Boletim – Manifestações em prol das Pesquisas com células-tronco embrionárias

http://www.estadao.com.br/geral/not_ger151700,0.htm

Ato público pelo caso de célula-tronco no STF reúne 250

250 pessoas fazem manifestação
BRASÍLIA – Cerca de 250 pessoas, segundo a Polícia Militar e os organizadores do evento, entre elas portadores de doenças degenerativas, pais de filhos com deficiência e representantes de 50 entidades, fizeram uma manifestação hoje em favor da vida e pela retomada do julgamento, no Supremo Tribunal Federal (STF), da liberação de pesquisas com células-tronco embrionárias. Pela manhã, os manifestantes deram um abraço simbólico no prédio do Supremo, soltaram balões brancos e laranjas e distribuíram gérberas – a flor símbolo do movimento.

Veja também:
Entenda o uso das células-troncoO ato lembrou a paralisação do julgamento, que hoje completou um mês, e o Dia Mundial da Saúde. Manifestações semelhantes também foram programadas pelas entidades em outras capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza. Para pedir pressa no reinício do julgamento – no mês passado o ministro do STF Carlos Alberto Menezes Direito pediu vista -, os manifestantes exibiram cartazes com os dizeres “Pesquisar sim, Protelar não” e “O jogo começou há 3 anos. Queremos decisão”. A coordenadora do Movimento em Prol da Vida no Distrito Federal, Gabriela Costa, ressaltou que todos os argumentos – contrários e favoráveis – já foram colocados. “O pedido de vista é regimental. Mas o atraso é muito grande. Estamos perdendo vidas”, afirmou.

Manifestantes deram um abraço simbólico no prédio do Supremo, soltaram balões e distribuíram gérberas Ana Paula Scinocca, da Agência Estado

http://www.folha.uol.com.br/
01/04/2008 – 17h30
Grupo vai “abraçar” o STF para pedir liberação de pesquisas com células-tronco
da Folha Online
Entidades que apóiam as pesquisas com células-tronco embrionárias prometem fazer um “abraço simbólico” no prédio do STF (Supremo Tribunal Federal), em Brasília, para pedir a liberação desses testes. O protesto, marcado para o próximo sábado (5), é capitaneado pela ONG Movimento em Prol da Vida.
A manifestação está marcada para às 10h30, em frente ao STF. No mesmo dia, devem ocorrer protestos também em São Paulo e no Rio. O objetivo é fazer com que o STF defina logo qual o futuro das pesquisas com célula-tronco no Brasil.
No dia 5 de março, o Tribunal adiou essa decisão: um pedido de vista do processo feito pelo ministro Carlos Alberto Menezes Direito suspendeu temporariamente o julgamento.
Segundo a ONG, a data do protesto foi escolhida por marcar o período de um mês desde o adiamento da decisão. A organização espera reunir cerca de 200 pessoas, entre portadores de doenças neurodegenerativas e seus amigos e familiares, representantes de entidades que apóiam a causa, atletas com necessidades especiais e motociclistas.
Eles estarão “de mãos dadas pedindo ‘sim às pesquisas e não à protelação”, diz o grupo, em nota. “As pesquisas com células-tronco embrionárias significam esperança de cura e melhoria de vida para milhares de pessoas”, afirma.
No Rio, a manifestação começa às 9h, na calçada do Copacabana Palace, na avenida Atlântida. Pessoas que apóiam a causa vão distribuir material sobre o assunto no local. Em São Paulo, haverá uma caminhada para pedir a liberação das pesquisas. A concentração começa às 13h, em frente ao Teatro Municipal, no centro.
O julgamento interrompido diz respeito à ação que pede a exclusão do artigo 5º da Lei de Biossegurança. O artigo permite a utilização em pesquisas de células-tronco embrionárias fertilizadas in vitro e não utilizadas.
A regulamentação prevê que os embriões usados estejam congelados há três anos ou mais e veta a comercialização do material biológico. Também exige a autorização do casal.
A ação foi proposta em 2005 pelo então procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, que defende que o embrião pode ser considerado vida humana.

http://noticias.correioweb.com.br/materias.php?id=2737153&sub=Brasil

Manifestantes defendem pesquisas com células-tronco embrionárias
Da Agência Brasil
05/04/200811h17-Rio de Janeiro – Familiares e amigos de pessoas portadoras de doenças degenerativas fazem hoje (5) uma manifestação na Praia de Copacabana, em frente ao Copacabana Palace. Eles fazem parte do Movimento em Prol da Vida e querem sensibilizar as pessoas em torno da discussão sobre a liberação das pesquisas com células-tronco embrionárias. Os ativistas em defesa do avanço da ciência – que, segundo eles, pode curar pessoas com doenças como Parkinson e Alzheimer – entregam panfletos à população e exibem faixas com os dizeres: “Chega de adiar a cura” e “Liberem as pesquisas”. Para Valéria Leite Soares, coordenadora da Associação Carioca da Distrofia Muscular, é importante a sociedade se informar sobre os benefícios que as pesquisas podem trazer. “É uma luz no fim do túnel para a cura de muitas doenças. Temos que alertar a população sobre a aprovação, pelo Supremo Tribunal Federal, das pesquisas. Nossos cientistas precisam começar a trabalhar”. A mobilização no Rio marca o fim do prazo para o ministro do STF Carlos Alberto Menezes Direito decidir sobre a constitucionalidade das pesquisas com células de embriões congelados. Após três anos de tramitação no Supremo, o processo foi apresentado no mês de fevereiro. Com um pedido de vista de Menezes, a decisão foi adiada para este mês de abril. Além da manifestação no Rio, o Movimento em Prol da Vida promove mobilizações no Distrito Federal, Ceará, São Paulo e Goiás.

http://txt.estado.com.br/editorias/2008/04/05/opi-1.93.29.20080405.3.1.xml

A questão dos embriões
Miguel Reale Júnior
Casais incapazes de
reprodução natural podem recorrer à reprodução assistida, por via da formação de embriões in vitro, depois inseminados. Estes embriões, como seres humanos concebidos, trazem em si a potencialidade para virem a nascer.Embriões humanos formam-se com a fecundação, que constitui, como ressalta Cristiane Avancini Alves, em trabalho publicado na coletânea Novos Direitos, da Editora Juruá, “o único critério com base ontológica”, ao ter por alicerce o fato da concepção. Concebido, o embrião é sujeito de direitos. Merece tutela a vida que o embrião carrega em si, não podendo ser considerado objeto, muito menos objeto descartável. Como consta da Enciclopédia Larousse, em expressão lembrada pelo geneticista francês Jérôme Lejeune, o embrião humano é a mais jovem forma de ser, pelo que desde a concepção é sujeito de direitos. No Esboço de Código Civil Teixeira de Freitas estatuía que “todos os entes suscetíveis de aquisição de direitos são pessoas”.Na reprodução assistida podem se formar vários embriões que não serão utilizados pelo casal, embriões excedentários, cujo destino tem constituído um desafio para a bioética. A questão da utilização desses embriões desnecessários à reprodução pretendida ganhou cores de controvérsia apaixonada, em confronto de convicções de cunho religioso e científico com o enfoque dirigido à discussão sobre o momento em que começa a vida humana.A denominada Lei de Biossegurança (Lei nº 11.105, de 2005) veio a disciplinar o uso de células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e não utilizados no respectivo procedimento, para fins de pesquisa e terapia.Ao regrar essa utilização dos embriões excedentários, estabeleceu: “Art. 5º – É permitida, para fins de pesquisa e terapia, a utilização de células-tronco embrionárias obtidas de embriões humanos produzidos por fertilização in vitro e não utilizados no respectivo procedimento, atendidas as seguintes condições: I – sejam embriões inviáveis; ou, II – sejam embriões congelados há 3 (três) anos ou mais, na data da publicação desta Lei, ou que, já congelados na data da publicação desta Lei, depois de completarem 3 (três) anos, contados a partir da data de congelamento.”Legitima-se o uso de embriões, com a devida autorização dos geradores, nas hipóteses de ser o embrião inviável ou estar congelado por mais de três anos quando da edição da lei, ou, para os já congelados naquela data, quando se perfizerem três anos do congelamento.O então procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, ajuizou ação direta de inconstitucionalidade do referido artigo, argumentando estar a afrontar o artigo 5º da Constituição, que garante a inviolabilidade do direito à vida, na medida em que autoriza a utilização de embriões “extinguindo sua vida e violando sua dignidade”.O artigo da lei inquinado de inconstitucional é mal redigido, falho, mas não é inconstitucional. A expressão “embrião inviável” é equívoca, pois pode compreender, como já fez nossa Suprema Corte, o feto anencefálico. Ressaltam Judith Martins-Costa, Márcia Fernandes e José Roberto Goldim que, por sua vez, o Decreto nº 5.591/06, regulamentador da Lei da Biossegurança, falha tecnicamente ao estabelecer que a inviabilidade do embrião decorre de suas células não serem capazes de se dividir, pois “também não teriam utilidade para fins de geração de células-tronco embrionárias, justamente por não se dividirem”! – artigo inserto na coletânea Novos Direitos.Tal, todavia, não importa em inconstitucionalidade. A questão não deve girar em torno do momento do começo de vida. Entendo haver vida desde a concepção, mas não haver inconstitucionalidade no uso condicionado de que trata a lei, pois o essencial reside em outra perspectiva: na utilização exclusiva de células-tronco de embriões para fins de pesquisa ou terapia, proibida sua comercialização. Ora, o bem vida, evidentemente essencial, nem por isso recebe proteção absoluta. A lei justifica matar alguém em legítima defesa ou em estado de necessidade quando se atinge terceiro inocente para salvar direito próprio, como é exemplo o aborto para salvaguardar a vida da gestante.Neste caso há ponderação de bens, um balanceamento, por via do qual se considera a vida da mãe, pessoa dotada de personalidade, fonte de laços de bem querer, mais valiosa do que a vida do feto, ainda intra-uterina. O mesmo se dá com a autorização do aborto em caso de estupro. A mulher violada deve ser protegida dos sentimentos contraditórios do amor materno e do asco pelo fruto da violência sofrida.Na petição da Conectas Direitos Humanos, entidade que atua neste caso, em defesa da lei, como amicus curiae, destaca-se estarem as células-tronco embrionárias destinadas à pesquisa e terapia, portanto, à valorização e realização de outras vidas. A vida de embrião extra-uterino inviável em benefício de muitas vidas humanas.O embrião inviável – interpretado este termo como o não-vivedouro, pois, em razão de vícios, implantado não sobreviverá – e o abandonado em clínicas, cujo implante é desaconselhado pelo tempo decorrido, ambos gerados in vitro e congelados, constituem bem cuja preservação tem menor valia ante o uso de suas células-tronco, totipotentes, as únicas capazes de originar todos os tecidos humanos, no tratamento de doenças do sistema nervoso, bem como de Alzheimer, mal de Parkinson e paralisia.Ao aspecto objetivo da maior valia se une a intencionalidade positiva, pois é o fim de salvação que anima o agente, não visando a atingir a vida, mas dirigido a salvar vidas humanas. Assim, sob a perspectiva da ponderação de bens e em função da finalidade concreta justa da autorização de uso de células-tronco embrionárias, não se pode vislumbrar qualquer inconstitucionalidade. Miguel Reale Júnior, advogado, professor-titular da Faculdade de Direito da USP, membro da Academia Paulista de Letras, foi ministro da Justiça
http://www1.folha.uol.com.br/folha/paineldoleitor/ult3751u388823.shtml

Embriões

“O respeito pela honestidade intelectual exige algumas correções nas argumentações do ex-ministro José Carlos Dias fz0104200808.htm e do ex-procurador geral da República Cláudio Fonteneles fz0104200809.htm (‘Tendências e Debates’, 1/4).Contrariamente ao que afirma o ex-ministro, não é verdade que embriões congelados há mais de três anos sejam ‘inviáveis para a reprodução’. É certo que quanto mais tempo um embrião permanecer congelado, menores as chances de sucesso numa eventual implantação; mas existem casos de crianças nascidas de embriões congelados há mais de três anos. Tampouco corresponde à verdade a afirmação do ex-procurador geral de que as pesquisas com células-tronco embrionárias ‘têm caminhada de dez anos e nenhum resultado’. É correto dizer que tais células ainda são difíceis de controlar. Entretanto, já existem estudos mostrando resultados terapêuticos positivos com o uso de células-tronco embrionárias em animais. Em defesa do processo de debate democrático pelo qual estamos passando, é preciso denunciar a retórica dos argumentos pseudocientíficos.”
ALUISIO SERODIO, relator do Comitê de Ética em Pesquisa da Unifesp (São Paulo, SP) *
“É enaltecedor saber que um professor de direito, profundo conhecedor das ciências da vida, dizer em sã consciência que insistir em pesquisas com células-tronco embrionárias por mais de dez anos e não se obt
er nenhum resultado e, mais ainda, comparar todo o conhecimento obtido do principal paradigma das ciências biológicas, é violar a vida humana? Gostaria de saber, então, por que um processo jurídico demora mais de dez anos e nem sempre o resultado é em favor da justiça? E mais interessante ainda é questionar por que a morosidade da Justiça brasileira pode se dar ao luxo de brincar com vidas humanas e cientistas sérios são considerados violadores dos direitos a vida, ao conhecimento, a intervenções que podem melhorar a qualidade de vida de doentes sem falar nos benefícios que a indústria farmacêutica irá ter, sem falar em todas as tecnologias que nascerão do fruto da pesquisa com células totipotentes.O Brasil tem carência na igualdade social, sistemas que protejam o indivíduo das maleficências do Estado, de políticos corruptos e outras coisas que fazem meu estômago revirar.É insensato que em pleno século 21 exista a intromissão do Estado em um assunto que irá beneficiar milhares de pessoas e, por outro lado, este mesmo Estado permite que pessoas morram de dengue por pura omissão e permite que seus pares do colarinho branco andem lindos, leves e soltos, que atentam contra a vida dos serem humanos, ao invés de incentivar o progresso da ciência e a melhoria da qualidade de vida. Esta na hora de revermos os conceitos do que é violar o direito a vida!”
PHILIP WOLFF, embriologista e diretor científico da Invitrogenese (São Paulo, SP) *
José Carlos Dias, com acuidade, inteligência e total ausência de preconceitos, em seu artigo ‘O Supremo e a vida’, expressou o que a maioria do povo brasileiro espera de nossa mais alta Corte de Justiça: ‘uma decisão sábia e urgente, decisão que deverá vir calcada na justiça e na compaixão’. Realmente, o voto do ministro relator Carlos Ayres Britto, que acompanhamos atentamente pela TV Justiça, ‘é histórico, profundo e extremamente humano’, merecendo, por isso, a nossa respeitosa homenagem.”
TALES CASTELO BRANCO (São Paulo, SP)

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u389284.shtml

Julgamento de ação contra pesquisa com embriões pode ficar para maio
SILVANA DE FREITAS da Folha de S.Paulo, em Brasília
Um mês depois de o STF (Supremo Tribunal Federal) iniciar o julgamento da ação contra as pesquisas com células-tronco de embriões humanos, mas interrompê-lo, a data da sua retomada permanece incerta. A expectativa é que só ocorra em maio.
Defensores do uso dos embriões nas pesquisas recomeçam neste sábado o seu lobby, com uma manifestação em volta do prédio do plenário do STF. Também estão previstas caminhada em São Paulo e distribuição de panfletos no Rio de Janeiro.
Até ontem, o ministro Carlos Alberto Menezes Direito, autor do pedido de vista que suspendeu o julgamento, não havia concluído o seu voto. Funcionários do gabinete dele disseram que ele não informaria quando isso ocorrerá. Formalmente o ministro teria de liberar o processo até segunda-feira, quando termina o prazo de 30 dias, previsto no regimento interno do STF, desde a chegada dos autos a seu gabinete.
Esse prazo nem sempre é seguido rigorosamente. Os ministros costumam dizer que o grande volume de trabalho muitas vezes impede o seu cumprimento.

http://noticias.correioweb.com.br/materias.php?id=2737174&sub=Brasil

Manifestantes questionam interferência religiosa na discussão sobre células-tronco

Da Agência Brasil
05/04/200817h24-A grande polêmica que envolve a questão sobre a utilização das células-tronco embrionárias é provocada por “meia dúzia de pessoas que controlam essa questão e que acreditam que esse embrião usado para pesquisa é uma vida humana que não pode ser destruída”. A afirmação foi defendida hoje (5) pela vereadora paulistana Mara Gabrilli, organizadora de uma caminhada que ocorreu em São Paulo. “É um embrião que está congelado, sem sistema nervoso e sangue e que se não for utilizado para pesquisa, vai para o lixo”, disse Gabrilli. Segundo a vereadora, será um “retrocesso para o Brasil” se o Supremo Tribunal Federal não aprovar as pesquisas com células-tronco embrionárias. “O Brasil vai ter de começar a importar pesquisa e pagar royalties por isso. Somente as pessoas com recurso é que vão poder ir para fora do país fazer o tratamento”. Segundo Mayana Zats, diretora e pesquisadora do Centro de Estudos Genoma Humano da Universidade de São Paulo (USP), as pesquisas nessa área são muito importantes porque as células-tronco embrionárias são as “únicas que têm potencial de formar todos os tecidos do corpo e principalmente porque são as únicas com capacidade de formar neurônios, fundamentais no futuro para regenerar inúmeros tecidos e recuperar a capacidade de andar de pessoas que sofreram acidentes, que têm a doença de Parkinson ou que têm doenças neuro-musculares”. De acordo com ela, há hoje no Brasil vários grupos fazendo pesquisas, mas com células-tronco adultas que, diferentemente das embrionárias, só podem formam sangue, ossos, cartilagens e músculos. Para Zats, as pessoas confundem a utilização de células-tronco embrionárias com aborto: “Estamos falando de embriões que foram gerados por fertilização assistida, nunca estiveram em útero e nunca estarão em útero e que se não forem utilizados para pesquisa, ficarão congelados para sempre”. Para os manifestantes que participaram do ato no centro da capital paulista, a questão religiosa tem gerado um entrave na aprovação das pesquisas com células-tronco por defender que os embriões tenham vida. O apresentador Dudu Braga, defensor das pesquisas, acredita que essa discussão deveria ser “mais científica do que religiosa”. “A discussão filosófica é muito ampla. Onde começa a vida? Se começar por aí, a gente não pode mexer em absolutamente nada. Sou um cara muito espiritualizado, católico, tenho a minha fé, mas sou totalmente a favor da evolução científica, que nesse caso é uma grande evolução da espécie humana”, afirmou. Para o médico Marco Aurélio Cunha, “é uma obrigação as pesquisas prosseguirem: é um dever do estado garantir isso e é de dever e compreensão da religião evoluir também”. “Vivemos num país de violência, de trânsito caótico, certamente teremos muitos lesados medulares por falta de condições de estradas, de diretrizes de trânsito, por falta de prevenção. Se pudéssemos combater isso seria muito bom, mas já que temos uma crise nesse sentido, seria interessante dar oportunidade a quem tenha sofrido uma situação dessa de uma chance de recuperação”, disse Cunha. Em entrevista à TV Brasil, o padre Juares Pedro Castro, porta-voz da Cúria Paulistana, disse que a Igreja Católica não “acha que está interferindo” nas pesquisas ao se posicionar contrariamente a elas. “A Igreja é sempre a favor da vida e acha que é imoral que se destrua uma vida para garantir outra”, defende.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u389326.shtml
Manifestantes pedem liberação de pesquisas com células-tronco no STF

da Agência Brasil
Pessoas que apóiam as pesquisas com células-tronco embrionárias fizeram neste sábado (5), em Brasília, uma manifestação para pedir agilidade na autorização desses testes. Eles protestaram em frente ao STF (Supremo Tribunal Federal), que há um mês suspendeu um julgamento sobre o assunto.
Segundo a Agência Brasil, cerca de 250 pessoas participaram do evento, organizado pelo grupo Movimento em Prol da Vida (Movitae). O objetivo era fazer com que o STF defina logo qual o futuro das pesquisas com célula-tronco embrionárias no Brasil. Reportagem da Folha informa que a decisão pode ficar para maio.
“Estamos falando de um material que hoje é descartado e queremos dar um fim nobre para esse lixo. Usar esse lixo para a pesquisa, para a busca de tratamento, a busca de cura”, afirmou Gabriela Costa, coordenadora da ONG.
Ela afirma que as pesquisas com células-tronco podem ajudar pessoas que sofrem de várias doenças como diabetes, leucemia, derrames e também lesões físicas irreversíveis, causadas por acidentes ou doenças genéticas.
“Estamos falando de pessoas que têm tempo de vida. A gente sabe que para as pesquisas científicas darem resultado é necessário tempo. Queremos mostrar que essas pessoas não têm tempo, elas têm pressa”, completou.
O caso
O julgamento, interrompido no dia 5 de março, diz respeito à ação que pede a exclusão do artigo 5º da Lei de Biossegurança. O artigo permite a utilização em pesquisas de células-tronco embrionárias fertilizadas in vitro e não utilizadas.
A regulamentação prevê que os embriões usados estejam congelados há três anos ou mais e veta a comercialização do material biológico. Também exige a autorização do casal.
A ação foi proposta em 2005 pelo então procurador-geral da República, Cláudio Fonteles, que defende que o embrião pode ser considerado vida humana.

http://www.jornaldamidia.com.br/noticias/2008/04/05/Brasil/Ato_pede_aval_do_STF_em_pesquisas.shtml
Ato pede aval do STF em pesquisas com células-tronco
Do site www.congressoemfoco.com.br
Sábado, 05/04/2008 – 16:15

Brasília – Mais um ato foi realizado hoje (5) em protesto contra a lentidão da Justiça e a favor das pesquisas científicas com células-tronco – que poderiam trazer a cura para diversos males. Cerca de 250 pessoas, entre líderes de instituições beneficentes, portadores de deficiência e demais interessados, reuniram-se em frente ao prédio do Supremo Tribunal Federal (STF), na Praça dos Três Poderes, para solicitar rapidez no julgamento em curso naquela corte. Há cerca de um mês, um dos ministros do Supremo, Carlos Alberto Direito, provocou a suspensão do julgamento por tempo indeterminado ao pedir vistas do processo (recurso que cabe ao magistrado quando ele alega necessidade de aprofundamento em relação ao tema apreciado). O que está em julgamento no STF é uma Adin (ação direta de inconstitucionalidade) ajuizada pelo subprocurador-geral da República, Cláudio Fontelles, que contesta um artigo da Lei de Biossegurança que regulamenta as pesquisas com células-tronco. Direito é integrante da União dos Juristas Católicos, o que tem provocado críticas na imprensa e em demais setores da sociedade: é sabida a divergência dogmática da Igreja Católica em relação aos experimentos com células embrionárias. Segundo o pensamento católico, um embrião já pode ser considerado vida humana, e sua manipulação para fins de pesquisa configurariam um atentado à vida. Fontelles é partidário dessa tese: “No momento da fecundação, surge uma célula única que não depende de mãe nem pai, ela própria vai se formando. Não pode eliminar essa vida, que é autônoma. O útero simplesmente acolhe essa vida”, propugnou. Mas os defensores dos estudos alegam que os avanços provenientes deles representariam exatamente a manutenção da vida daqueles que padecem de inúmeros e, até o momento, incuráveis males – como o Mal de Parkinson, paralisia degenerativa, diabetes, leucemia, derrames e até lesões físicas irreversíveis, resultantes de acidentes ou doenças genéticas. À Agência Brasil, a coordenadora do Movimento em Prol da Vida (Movitae), Gabriela Costa, argumentou que as pesquisas com células-tronco seriam feitas em embriões que não poderiam gerar seres humanos, derrubando por terra as postulações religiosas.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/04/05/materia.2008-04-05.3157196751/view
Manifestantes pedem agilidade em julgamento sobre células-tronco

Valter Campanato/ABr

Brasília – Manifestantes realizam ato em defesa do uso de células-tronco embrionárias em pesquisas
Brasília – Cerca de 250 pessoas fizeram manifestação hoje (5) em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir agilidade no julgamento das pesquisas com células-tronco embrionárias. Há um mês, o julgamento foi suspenso por conta de um pedido de vista do ministro Carlos Alberto Direito.
As pesquisas com células-tronco envolvem discussões sobre quando começa a vida. É questionado se o uso dessas células significará a impossibilidade delas se transformarem em vida. A coordenadora do Movimento em Prol da Vida (Movitae), Gabriela Costa, explicou que as pesquisas com células-tronco embrionárias tratam de embriões inviáveis para gerar seres humanos.
“Eles não têm as características necessárias para gerar uma vida, jamais serão inseridos no útero materno. Estamos falando de um material que hoje é descartado e queremos dar um fim nobre para esse lixo. Usar esse lixo para a pesquisa, para a busca de tratamento, a busca de cura”, disse.
Gabriela lembrou que as pesquisas com células-tronco podem ajudar pessoas que sofrem de várias doenças como diabetes, leucemia, derrames e também lesões físicas irreversíveis, causadas por acidentes ou doenças genéticas.
“As células-tronco estão sendo testadas no mundo inteiro para doenças que são consideradas incuráveis”, disse ao pedir pressa na decisão do Supremo. “Estamos falando de pessoas que têm tempo de vida. A gente sabe que para as pesquisas científicas darem resultado é necessário tempo. Queremos mostrar que essas pessoas não têm tempo, elas têm pressa”, completou.
O que o STF julga é uma ação direta de inconstitucionalidade feita pelo subprocurador-geral da República, Cláudio Fontelles. Ele é contra um artigo da Lei de Biossegurança que regulamenta a pesquisa com células-tronco de embriões congelados.
Fontelles alega que os embriões são considerados vida e não podem ser descartados. “No momento da fecundação, surge uma célula única que não depende da mãe nem do pai, ela própria vai se formando. Não pode eliminar essa vida que é autônoma, o útero simplesmente acolhe essa vida”, disse.
Ele alertou que esse tipo de pesquisa ainda não mostrou resultados. “A pesquisa continua sendo feita há dez anos e não tem resultado nenhum. Onde podemos encontrar resultados positivos é com células-tronco adultas”, disse.
Cláudio Fontelles disse que a expectativa é de que até o fim deste semestre o STF já tenha uma decisão definitiva sobre o assunto.

http://vejaonline.abril.com.br/notitia/servlet/newstorm.ns.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&pageCode=1&id=139115&textCode=139115&currentDate=1207429980000Células-tronco

Adiamento completa um mês

Neste sábado faz exatamente um mês que o Supremo Tribunal Federal adiou o julgamento sobre a constitucionalidade das pesquisas com células-tronco embrionárias no Brasil. Na ocasião, quando a decisão sobre a validade da Lei de Biossegurança foi protelada por um pedido de vistas ao processo do ministro do STF Carlos Alberto Menezes Direito, outros membros do Supremo previram que o julgamento sairia agora, no início de abril.
Sem nenhum sinal de que a promessa será cumprida nos próximos dias, manifestantes favoráveis às pesquisas com as células-tronco foram às ruas de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro neste sábado. Pediram agilidade dos ministros do STF, que agora estimam que a definição ficará para maio, de acordo com reportagem do jornal Folha de S. Paulo deste sábado.
Em Brasília, cerca de 250 pessoas cercaram o prédio do Supremo, segundo informações da Agência Brasil, órgão de notícias do governo federal. Comandados pela ONG Movimento em Prol da Vida, os manifestantes levaram diversas faixas pró-pesquisas. “Estamos falando de um material que hoje é descartado e queremos dar um fim nobre para esse lixo. Usar esse lixo para a pesquisa, para a busca de tratamento, a busca de cura”, afirmou Gabriela Costa, coordenadora da ONG.
Com flores coloridas e balões brancos, cerca de 100 manifestantes fizeram uma caminhada pelo centro de São Paulo durante a tarde. No Rio, os protestos aconteceram em frente ao célebre hotel Copacabana Palace. Nas duas capitais, os mesmos pedidos: “chega de adiar a cura” e “liberem as pesquisas”.
Sem definição – Segundo a Folha, até esta sexta, o ministro Direito ainda não havia concluído o seu voto. Funcionários do gabinete dele não disseram quando isso ocorrerá. Pelo prazo do STF, o ministro tem até segunda-feira para liberar o processo. O prazo, entretanto, nem sempre é seguido com o rigor exigido.

http://www.agenciabrasil.gov.br/noticias/2008/04/05/materia.2008-04-05.2884161008/view

Em São Paulo, caminhada pede pressa na aprovação das pesquisas com células-tronco Elaine Patricia Cruz Repórter da

Agência Brasil
São Paulo – Com flores coloridas e balões brancos, manifestantes fizeram uma caminhada, na tarde de hoje (5), pelo centro de São Paulo, para pedir a aprovação das pesquisas com células-tronco embrionárias. Com gritos e camisetas estampadas com a frase “Quem sofre tem pressa”, os cerca de 100 manifestantes, segundo números da Polícia Militar, começaram a caminhada em frente ao Teatro Municipal e seguiram até o Largo São Francisco, onde se reuniram.A vereadora paulistana Mara Gabrilli, organizadora do evento na capital, explicou que a manifestação foi uma resposta ao pedido de vista do ministro do Supremo Tribunal Federal Carlos Alberto Direito, que há um mês suspendeu o julgamento sobre a permissão das pesquisas com células-tronco embrionárias.“Estamos fazendo essa manifestação para pedir que o processo volte com extrema urgência ao Supremo, para que seja votado de forma favorável, para podermos continuar as pesquisas no Brasil”, disse.Além da aprovação no Supremo, Gabrilli disse também esperar que não haja mudanças na Lei de Biossegurança, já que ela “protege o embrião e não permite comercialização e clonagem” e permite a doação somente quando houver consentimento dos genitores.O advogado Mário Vigiani Neto, pai da garota Heloísa, de apenas dois anos e portadora de distrofia muscular congênita, participou da manifestação segurando um cartaz com a frase “É fácil quando não é com a sua família”. Neto defende as pesquisas na área, dizendo que elas “poderiam abrir pelo menos uma porta pequena” para ajudar na superação da doença de sua filha.

http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL389364-5603,00-DEFENSORES+DAS+PESQUISAS+COM+CELULASTRONCO+FAZEM+MANIFESTACAO+NO+DF.html

Defensores das pesquisas com células-tronco fazem manifestação no DF
Manifestantes abraçaram simbolicamente o STF, um mês após interrupção do julgamento. Não há previsão para o julgamento ser retomado.
Do G1, em Brasília, com informações do DFTV
Há exatamente um mês o Supremo Tribunal Federal (STF) adiou a decisão de liberar ou não as pesquisas com células-tronco embrionárias no Brasil. Foi por causa do pedido de vista do ministro Carlos Alberto Menezes Direito, que quis mais tempo para analisar o caso. Portadores de doenças degenerativas, parentes, vítimas de acidentes, atletas com necessidades especiais e representantes de 50 entidades, todos favoráveis à liberação, decidiram marcar a data com uma manifestação no Supremo Tribunal Federal.
Movimento semelhante também acontece em São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza. O ministro que pediu vista da ação ainda não concluiu o voto. Não há previsão de quando o julgamento será retomado. Os ministros têm de decidir se laboratórios e cientistas podem realizar pesquisas científicas com o uso dessas células, como permite a Lei de Biossegurança. Aprovada pelo Congresso Nacional em 2005, ela foi alvo de Ação Direta de Inconstitucionalidade do então procurador-geral da República, Cláudio Fonteles. A lei permite as pesquisas com células-tronco embrionárias congeladas por mais de três anos, desde que os doadores dos embriões autorizem. Quem discorda considera que a liberação das pesquisas fere a proteção constitucional do direito à vida e à dignidade da pessoa. “As células-tronco adultas dão muito mais resultado. Existe um jogo que no momento está 73 a zero. São 73 doenças que já têm teste clínico com células adultas e as embrionárias, até hoje, em 20 anos de estudo em países onde isso é permitido, só geraram câncer em camundongos”, contou a professora da Universidade de Brasília, Lenise Garcia.
Capacidade regenerativa
As células-tronco retiradas de embriões têm a capacidade de se transformar em qualquer tecido do corpo. Os interessados nas pesquisas consideram que as células podem tratar doenças que hoje não têm cura. “A gente quer que a comunidade científica brasileira possa continuar trabalhando. A gente sabe que esse trabalho pode não ter resultado para agora. Mas eu acredito que mesmo que a minha geração não seja beneficiada, ainda que a gente consiga salvar uma vida nos próximos 20 anos, todo esse esforço já valeu a pena”, argumentou a coordenadora do Movimento Pela Vida, Gabriela Costa. A manifestação terminou com um abraço simbólico no STF. “É preciso dar um pontapé inicial. Mesmo porque, o nosso país ficará atrasado nesse tipo de pesquisa e pode deixar de beneficiar inúmeras pessoas”, lembrou outra manifestante.

http://www.atarde.com.br/brasil/noticia.jsf?id=862777
Ato público pelo caso de célula-tronco no STF reúne 250

Agencia Estado
Cerca de 250 pessoas, segundo a Polícia Militar e os organizadores do evento, entre elas portadores de doenças degenerativas, pais de filhos com deficiência e representantes de 50 entidades, fizeram uma manifestação hoje em favor da vida e pela retomada do julgamento, no Supremo Tribunal Federal (STF), da liberação de pesquisas com células-tronco embrionárias. Pela manhã, os manifestantes deram um abraço simbólico no prédio do Supremo, soltaram balões brancos e laranjas e distribuíram gérberas – a flor símbolo do movimento.O ato lembrou a paralisação do julgamento, que hoje completou um mês, e o Dia Mundial da Saúde. Manifestações semelhantes também foram programadas pelas entidades em outras capitais como São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza. Para pedir pressa no reinício do julgamento – no mês passad
o o ministro do STF Carlos Alberto Menezes Direito pediu vista -, os manifestantes exibiram cartazes com os dizeres “Pesquisar sim, Protelar não” e “O jogo começou há 3 anos. Queremos decisão”. A coordenadora do Movimento em Prol da Vida no Distrito Federal, Gabriela Costa, ressaltou que todos os argumentos – contrários e favoráveis – já foram colocados. “O pedido de vista é regimental. Mas o atraso é muito grande. Estamos perdendo vidas”, afirmou.

http://dftv.globo.com/Dftv/0,6993,VDD0-2982-20080405-319448,00.html

Manifestação no STF Fabiana Santos / Marcos Tavares

Hoje faz um mês que o Supremo Tribunal Federal (STF) adiou a decisão de liberar ou não as pesquisas com células-tronco embrionárias no Brasil. Foi por causa do pedido de vista do ministro Carlos Alberto Menezes Direito, que quis mais tempo para analisar o caso.
Os ministros têm de decidir se laboratórios e cientistas podem realizar pesquisas científicas com o uso dessas células, como permite a Lei de Biossegurança. Aprovada pelo Congresso Nacional em 2005, ela foi alvo de Ação Direta de Inconstitucionalidade do então procurador-geral da República, Cláudio Fonteles.
A lei permite as pesquisas com células-tronco embrionárias congeladas por mais de três anos, desde que os doadores dos embriões autorizem. Quem discorda considera que a liberação das pesquisas fere a proteção constitucional do direito à vida e à dignidade da pessoa.
“As células-tronco adultas dão muito mais resultado. Existe um jogo que no momento está 73×0. São 73 doenças que já têm teste clínico com células adultas e as embrionárias, até hoje, em 20 anos de estudo em países onde isso é permitido, só geraram câncer em camundongos”, contou a professora da Universidade de Brasília, Lenise Garcia.
Portadores de doenças degenerativas, parentes, vítimas de acidentes, atletas com necessidades especiais e representantes de 50 entidades, todos favoráveis à liberação, decidiram marcar a data com uma manifestação no Supremo Tribunal Federal. Movimento semelhante também acontece em São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza. O ministro que pediu vista da ação ainda não concluiu o voto. Não há previsão de quando o julgamento será retomado.
As células-tronco retiradas de embriões têm a capacidade de se transformar em qualquer tecido do corpo. Os interessados nas pesquisas consideram que as células podem tratar doenças que hoje não têm cura.
“A gente quer que a comunidade científica brasileira possa continuar trabalhando. A gente sabe que esse trabalho pode não ter resultado para agora. Mas eu acredito que mesmo que a minha geração não seja beneficiada, ainda que a gente consiga salvar uma vida nos próximos 20 anos, todo esse esforço já valeu a pena”, argumentou a coordenadora do Movimento Pela Vida, Gabriela Costa.A manifestação terminou com um abraço simbólico no STF. “É preciso dar um pontapé inicial. Mesmo porque, o nosso país ficará atrasado nesse tipo de pesquisa e pode deixar de beneficiar inúmeras pessoas”, lembrou outra manifestante.

http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/04/05/e05048259.html

Manifestantes fazem passeata em prol das células-tronco embrionárias

Cecília Abreu, JB Online
Familiares, amigos e pessoas portadoras de doenças degenerativas realizaram na manhã deste sábado uma manifestação na Praia de Copacabana, na altura do hotel Copacabana Palace, na zona sul do Rio. Eles fazem parte do Movimento em Prol da Vida e exigem que o Supremo Tribunal Federal tome uma decisão sobre a liberação ou não das pesquisas com células-tronco embrionárias.
Os manifestantes caminharam, exibindo faixas com dizeres: ‘Chega de adiar a cura’, ‘Senhores Ministros, minha vida depende do seu voto’ e ‘Liberem as pesquisas’. Eles ainda distribuíram panfletos e cartas aos pedestres que passavam, além de flor de Gérbera, que representa a causa.
A questão está no centro de um arrastado debate que opõe, de um lado, a igreja católica e do outro, cientistas e portadores de doenças graves. Neste sábado, as manifestações também ocorrem em outras três capitais – Fortaleza (CE), São Paulo (SP), além do Distrito Federal – pois este sábado faz exatamente um mês que o pedido de vista do processo sobre as pesquisas com células-tronco embrionárias pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Alberto Menezes Direito.
– Queremos uma decisão do STF, não dá mais para postergar. Estamos aqui em favor da vida, a favor da causa embrionária para se chegar a cura de doenças como Mal de Alzheimer, Mal de Parkinson, Atrofias e Distrofias. Muitos dizem que estamos levantando a bandeira do aborto. Não é verdade. Nós só queremos colocar a lei de biossegurança em prática – afirmou um dos organizadores, José Carlos Borges, que tem um filho de 13 anos com distrofia muscular.
Ricardo Oliveira, de 38 anos, um dos manifestantes que estavam presentes, afirma que além da igreja atrapalhar as pesquisas, as industrias farmacêuticas também não querem que curas de tantas doenças sejam descobertas. Depois de levar um tiro num assalto, Ricardo perdeu parte dos movimentos e tem se dedicado a estudar por conta própria tudo relacionado à neurociência
– A medicina nunca mais será a mesma. Vai ser bem melhor a partir do uso das células-tronco. Eu sou católico e não concordo com a igreja. Vou lutar até o fim para sair dessa cadeira de rodas. É a minha única saída. Vou para o exterior, serei cobaia por lá. O que tem que acabar é essa história de religião e ciência se misturarem. Além disso, a indústrias farmaceuticas exercem grande influência em todos os setores e não têm interesse em encontrar a cura real. Isso tudo fica às escuras, ninguém gosta de comentar sobre o assunto. Mas no fundo, todos que estão engajados nessa causa sabem que lucra-se muito mais com pacientes comprando remédios caríssimos do que os governos investindo em pesquisas para se encontrar a cura – declarou.
A presidente da Associação Carioca dos Portadores de Distrofia Muscular (ACADIM), Maria Clara Migowski Pinto ressaltou que as células adultas ficam comprometidas para os tratamentos.
– Eu me pergunto por que tanta polêmica em cima de células que não gerariam vidas e sim, células que estão armazenadas em laboratórios há anos e seriam descartadas, jogadas no lixo? As células adultas já vem comprometidas, por isso é necessário trabalhar com células embrionárias -declarou.
População precisa de mais informações Valéria Leite Soares, coordenadora da Associação Carioca da Distrofia Muscular, disse que é importante a sociedade se informar sobre os benefícios que as pesquisas podem trazer. Já, José Carlos Borges completou que é preciso dar campo aos cientistas.
– É uma luz no fim do túnel para a cura de muitas doenças. Temos que alertar a população, passar informações sobre o assunto e sobre a aprovação das pesquisas pelo Supremo Tribunal Federal. Nossos cientistas precisam começar a trabalhar com as células que serão descartadas pelas clínicas de fertilização. Estamos tentando mostrar ao povo brasileiro que podemos sair junto com outros países no que diz respeito a pesquisa – finalizou Borges.
Desde o dia 5 de março pacientes esperam
O ministro Carlos Ayres Britto votou pela liberação das pesquisas. Em seguida, Menezes Direito pediu o adiamento da sessão sob o argumento de que precisava estudar a fundo o caso. Regimentalmente, ele tinha até 30 dias para devolver o processo e, assim, o julgamento prossiga. Mas não há sanção para quem descumpre o prazo. É comum que esse período não seja cumprido.
Nesta semana, Direito não revelou quando colocará o julgamento da ação na pauta do STF. O ministro Gilmar Mendes, que assumirá a presidência do STF
neste mês, prevê que o julgamento seja retomado no mês que vem.
Os manifestantes deste sábado se reunirão na próxima segunda-feira às 14h, na Alerj, no centro da cidade.

Manifestantes pedem retomada do caso de célula-tronco
05/04 – 10:49 – Severino Motta – Último Segundo/

BRASÍLIA – Pelo menos 100 pessoas que defendem as pesquisas com células-tronco embrionárias deram, na manhã deste sábado, um abraço simbólico no prédio do Supremo Tribunal Federa, em Brasília, em uma tentativa de sensibilizar os ministros a julgarem favoravelmente a ação que libera as pesquisas.
As manifestações por todo o Brasil marcam hoje um mês do pedido de vista do processo sobre as pesquisas com células-tronco embrionárias pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Alberto Menezes Direito.

No ato em Brasília, além do abraço ao prédio do Supremo, os manifestantes depositaram gérberas – flor que simboliza o movimento – aos pés da estatua da Justiça. Durante a ação foram entoadas palavras de ordem. O tema era a esperança e a busca por “viver normalmente”.
Em São Paulo, os defensores das pesquisas fazem neste sábado uma caminhada do Teatro Municipal até a Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da USP.
No Rio, serão distribuídos panfletos informativos, adesivos com os dizeres “Pesquisar sim, Protelar não”. Em Fortaleza, a caminhada será na Avenida Beira-Mar.
O julgamento da ação começou no mês passado, mais de dois anos depois que as pesquisas foram contestadas no STF pelo ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles.
O ministro Carlos Ayres Britto, que relatou a ação, votou pela liberação das pesquisas. Em seguida, Menezes Direito pediu o adiamento da sessão sob o argumento de que precisava estudar a fundo o caso.
Regimentalmente, ele tem até 30 dias para devolver o processo e, assim, o julgamento prossiga. Mas não há sanção para quem descumpre o prazo. É comum que esse período não seja cumprido.
Nesta semana, Direito não revelou quando deverá devolver para julgamento a ação. “Eu sou juiz. Estou estudando”, resumiu-se a dizer. O ministro Gilmar Mendes, que assumirá a presidência do STF neste mês, prevê que o julgamento será retomado no mês que vem.

http://gazetaonline.globo.com/noticias/minutoaminuto/nacional/nacional_materia.php?cd_matia=422796&cd_site=0844

Manifestantes em quatro capitais pedem retomada do caso de célula-tronco

05/04/2008 13:48:49 – Agência Estado
Manifestações em quatro capitais — Fortaleza (CE), Rio (RJ) e São Paulo (SP), além do Distrito Federal — marcam neste sábado (5) um mês do pedido de vista do processo sobre as pesquisas com células-tronco embrionárias pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Alberto Menezes Direito. Em Brasília, portadores de doenças degenerativas e familiares darão um abraço simbólico no prédio do Supremo.
Em São Paulo, os defensores das pesquisas farão uma caminhada do Teatro Municipal até a Faculdade de Direito do Largo São Francisco, da USP. No Rio, serão distribuídos panfletos informativos, adesivos com os dizeres “Pesquisar sim, Protelar não” e gérberas – a flor que simboliza o movimento. Em Fortaleza, a caminhada será na Avenida Beira-Mar.
O julgamento da ação começou no mês passado, mais de dois anos depois que as pesquisas foram contestadas no STF pelo ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles.
O ministro Carlos Ayres Britto, que relatou a ação, votou pela liberação das pesquisas. Em seguida, Menezes Direito pediu o adiamento da sessão sob o argumento de que precisava estudar a fundo o caso. Regimentalmente, ele tem até 30 dias para devolver o processo e, assim, o julgamento prossiga. Mas não há sanção para quem descumpre o prazo. É comum que esse período não seja cumprido.Nesta semana, Direito não revelou quando deverá devolver para julgamento a ação. “Eu sou juiz. Estou estudando”, resumiu-se a dizer. O ministro Gilmar Mendes, que assumirá a presidência do STF neste mês, prevê que o julgamento será retomado no mês que vem.

http://txt.estado.com.br/editorias/2008/04/06/ger-1.93.7.20080406.23.1.xml

Cientistas e médicos defendem estudos de células embrionárias

Mesmo aqueles que obtiveram bons resultados com células adultas não dispensam as pesquisas com embriões
Herton Escobar
Algumas pesquisas clínicas com células-tronco adultas no Brasil já produziram resultados positivos. Mas, enquanto o Supremo Tribunal Federal (STF) prepara-se para retomar o julgamento da ação que pede o fim das pesquisas com células embrionárias, os próprios cientistas que lideram esses estudos avisam: uma coisa não substitui a outra.Vários coordenadores dos principais projetos terapêuticos com células-tronco adultas ouvidos pelo Estado defenderam as pesquisas com células embrionárias, apesar dos resultados positivos (ou não) de suas pesquisas. “Não curamos ninguém”, ressalta o médico Júlio Cesar Voltarelli, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, da Universidade de São Paulo (USP). “Dizer que as células-tronco adultas resolveram o problema é uma falácia. Temos de testar todas as alternativas, não podemos fechar a porta para nada.”Voltarelli coordena um projeto com 18 portadores de diabete tipo 1, na qual o sistema imunológico se volta contra as células produtoras de insulina do pâncreas. A idéia é usar as células-tronco para reconstituir as células destruídas.Todos receberam transplantes de células-tronco adultas da própria medula óssea (autólogas). Quatorze recuperaram a capacidade de produzir insulina, por meses ou até anos. Mas os efeitos parecem ser passageiros: seis já voltaram a usar injeções de insulina, ainda que em doses menores.A terapia é equivalente a um autotransplante de medula óssea, com o intuito de “reprogramar” o sistema imunológico dos pacientes. Todos tinham diabete precoce, diagnosticada com menos de seis semanas. Segundo Voltarelli, a técnica não funcionaria em outras condições.“Recuso 99% dos pacientes porque sei que não vai funcionar”, diz. “Para isso, eu precisaria de células capazes de regenerar o pâncreas.” E isso, completa Voltarelli, só as embrionárias têm o potencial de fazer.

CORAÇÃO

O Ministério da Saúde financia um dos maiores estudos clínicos com células-tronco adultas no mundo, chamado Estudo Multicêntrico Randomizado de Terapia Celular em Cardiopatias. O projeto trabalha com cerca de 300 pacientes e quer chegar a 800. Médicos e cientistas de várias instituições estão testando o uso de células-tronco da medula óssea em quatro situações: cardiomiopatia dilatada, doença de Chagas, enfarte agudo e isquemia crônica do coração. Os resultados obtidos variam segundo a doença – e segundo a avaliação de cada pesquisador. “Temos dados que nos deixam muito otimistas nos casos de enfarte e isquemia crônica”, diz Hans Dohmann, diretor do Instituto Nacional de Cardiologia Laranjeiras (INCL), no Rio, e coordenador do grupo de enfarte no estudo. “Não estou tão otimista com relação a Chagas e cardiomiopatia dilatada.”Já o médico Ricardo Ribeiro dos Santos está. Ele coordena o estudo de chagásicos na Fiocruz da Bahia, em Salvador. Segundo ele, 160 pacientes já passaram pelo transplante celular – metade com células-tronco, metade com um placebo (o chamado grupo-controle). Como os grupos são mantidos em segredo, os próprios médicos não têm ainda como avaliar os efeitos da terapia. “Só sei que não houve piora com o tratamento”, diz Santos.Seu otimismo é baseado em um estudo-piloto anterior com 60 chagásicos em fase termi
nal. O estudo foi feito sem um grupo-controle, o que compromete a interpretação dos resultados. Mas, segundo Santos, a sobrevida dos pacientes está acima do esperado. “E a maioria tem uma qualidade de vida muito boa.”A expectativa é que as células-tronco ajudem na recuperação do tecido cardíaco danificado pelas doenças. Inicialmente, imaginava-se que, ao chegar ao coração, as células-tronco se transformariam em células musculares ou vasculares, substituindo as que foram perdidas. A hipótese mais aceita agora é que as células-tronco adultas funcionam como minúsculas “enfermeiras”, secretando moléculas que auxiliam na regeneração dos tecidos.No caso das embrionárias, haveria a expectativa de produzir tecido cardíaco de fato. “O que não faz sentido, num Estado laico, é restringir a busca de soluções”, afirma Dohmann. Nisso, Santos concorda: “O uso das células-tronco adultas tem um horizonte positivo, mas está longe de ser uma terapia estabelecida ou uma solução ideal. Todas as opções devem ser pesquisadas.”MEDULA ESPINHALNa Faculdade de Medicina da USP, o médico Tarcísio de Barros Filho concluiu um estudo com 30 vítimas de acidentes medulares – paraplégicos ou tetraplégicos. Todos receberam injeções de células-tronco autólogas da medula óssea. Em 60% dos casos, houve leve melhora num exame que mede a capacidade de um impulso elétrico aplicado na perna chegar até o cérebro. Não houve, porém, nenhum ganho de capacidade motora. “Ninguém voltou a andar”, diz Barros. A melhoria no teste pode ser em razão de neurotransmissores secretados pelas células-tronco sobre a lesão. “Do ponto de vista científico, é um resultado importante. Do ponto de vista prático, não”, diz Barros. “É mais uma razão para estudarmos as células embrionárias.

Fotos: Radiobras