12 coisas para ensinar a seus filhos sobre crianças com deficiência

domingo, março 11, 2012
Ilustração de carta simbolizando o e-mail.

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Amanda, sentada num banco de parque, gritando, com os braços para o alto. Foto de Paula Moreira.

Amanda, sentada num banco de parque, gritando, com os braços para o alto. Foto de Paula Moreira.

O melhor presente que eu poderia ganhar nesse dia das mães vem de outras mães e pais. Ensinem seus filhos a ver a deficiência da minha filha como algo natural. Isso pode ser um presente pra você e para o seu filho também.

Infelizmente, como a autora do artigo abaixo, cresci numa sociedade em que as pessoas com deficiência ainda ficavam presas em casa ou em instituições. As poucas crianças com que tive contato eram  como ETs e meus pais nunca falaram sobre esse assunto comigo.

Hoje sou mãe da Amanda, de 8 anos, que tem síndrome de Down.

Felizmente o mundo está mudando e se tornando um lugar para todos. Aproveite essa oportunidade e fale mais com o seu filho sobre o coleguinha com deficiência da escola dele, aproxime-se e estimule a amizade deles. Você vai ver que todo mundo sai ganhando com isso.

Patricia Almeida
Inclusive – Inclusão e Cidadania

12 coisas para ensinar a seus filhos sobre crianças com deficiência

Por Ellen Seidman, do blog “Love That Max

Traduzido por Andréa Werner, do blog “Lagarta Vira Pupa“, com revisão de Patricia Almeida

Eu cresci sem conhecer nenhuma outra criança com deficiência além do Adam, um visitante frequente do resort ao qual nossas famílias iam todos os verões. Ele tinha deficiência intelectual. As crianças zombavam dele. Fico envergonhada de admitir que eu zombei também; meus pais não faziam idéia. Eles eram pais maravilhosos, mas nunca pensaram em ter uma conversa comigo sobre crianças com deficiência.

E, então, eu tive meu filho Max; ele teve um AVC no nascimento que levou à paralisia cerebral. De repente, eu tinha uma criança para quem outras crianças olhavam e cochichavam a respeito. E eu desejei tanto que seus pais falassem com elas sobre crianças com deficiência.

Já que ninguém recebe um “manual de instrução sobre paternidade”, algumas vezes, pais e mães não sabem muito o que dizer. Eu entendo perfeitamente; se eu não tivesse um filho com deficiência, eu também me sentiria meio perdida. Então, eu procurei mães de crianças com autismo, paralisia cerebral, síndrome de Down e ocorrências genéticas para ouvir o que elas gostariam que os pais e mães ensinassem a seus filhos sobre os nossos filhos. Considere como um guia, não a bíblia!

1) Pra começar, não tenha pena de mim

“Sim, algumas vezes, eu tenho um trabalhão — mas minha vida não é nenhuma tragédia. Meu filho é um menino brilhante, engraçado e incrível que me traz muita alegria e que me enlouquece às vezes. Você sabe, como qualquer criança. Se você tiver pena de mim, seu filho vai ter também. Aja como você agiria perto de qualquer outro pai ou mãe. Aja como você agiria perto de qualquer criança.”

Ellen Seidman, do blog “Love That Max”; mãe do Max, que tem paralisia cerebral

2) Ensine seus filhos a não sentir pena dos nossos

“Quando a Darsie vê crianças (e adultos!) olhando e encarando, ela fica incomodada. Minha filha não se sente mal por ser quem ela é. Ela não se importa com o aparelho em seu pé. Ela não tem pena de si mesma. Ela é uma ótima garota que adora tudo, de cavalos a livros. Ela é uma criança que quer ser tratada como qualquer outra criança—independente dela mancar. Nossa família celebra as diferenças ao invés de lamentá-las, então nós te convidamos a fazer o mesmo.”

Shannon Wells, do blog “Cerebral Palsy Baby”; mãe da Darsie, que tem paralisia cerebral

3) Use o que eles tem em comum

“Vai chegar uma hora em que o seu filhinho vai começar a te fazer perguntas sobre por que a cor de uma pessoa é aquela, ou por que aquele homem é tão grande, ou aquela moça é tão pequena. Quando você estiver explicando a ele que todas as pessoas são diferentes e que nós não somos todos feitos do mesmo jeito, mencione pessoas com deficiências. Mas tenha o cuidado de falar sobre as similaridades também—que uma criança na cadeira de rodas também gosta de ouvir música, e ver TV, e de se divertir, e de fazer amigos. Ensine aos seus filhos que as crianças com deficiência são mais parecidas com eles do que são diferentes.”

Michelle, do blog “Big Blueberry Eyes”; mãe da Kayla, que tem Síndrome de Down

4) Ensine as crianças a entender que há várias formas de se expressar

“Meu filho Bejjamin faz barulhos altos e bem agudos quando ele está animado. Algumas vezes, ele pula pra cima e pra baixo e sacode os braços também. Diga aos seus filhos que a razão pela qual crianças com autismo ou com outras necessidades especiais fazem isso é porque elas tem dificuldades pra falar, e é assim que elas se expressam quando estão felizes, frustradas ou, algumas vezes, até mesmo por alguma coisa que estão sentindo em seus corpos. Quando Benjamim faz barulhos, isso pode chamar a atenção, especialmente se estamos em um restaurante ou cinema. Então, é importante saber que ele não pode, sempre, evitar isso. E que isso é, normalmente, um sinal de que ele está se divertindo.”

Jana Banin, do blog “I Hate Your Kids (And Other Things Autism Parents Won’t Say Out Loud)”; mãe de Benjamin, que é autista

5) Saiba que fazer amizade com uma criança especial é bom para as duas crianças

“Em 2000, quando meu filho foi diagnosticado com autismo, eu tive muita dificuldade em arrumar amiguinhos para brincar com ele. Vários pais se assustaram, a maior parte por medo e desconhecimento. Fiquei sabendo que uma mãe tinha medo do autismo do meu filho ser “contagioso”. Ui. Treze anos mais tarde, sou tão abençoada por ter por perto várias famílias que acolheram meu filho de uma forma que foi tão benéfica para o seu desenvolvimento social. Fico arrepiada só de pensar nisso. A melhor coisa que já ouvi de uma mãe foi o quanto a amizade com o meu filho foi importante para o filho dela! Que a sua proximidade com o RJ fez dele uma pessoa melhor! Foi uma coisa tão bonita de se dizer. Quando tivemos o diagnóstico, ouvimos que ele nunca teria amigos. Os amigos que ele tem, agora, adorariam discordar. Foram os pais deles que facilitaram essa amizade e, por isso, serei eternamente grata.”

Holly Robinson Peete, fundadora (com o marido Rodney Peete) da Hollyrod Roundation; mãe do RJ, que é autista (é ele, na foto abaixo, com sua irmã Ryan)

6) Encoraje seu filho a dizer “oi”

“Se você pegar seu filho olhando pro meu, não fique chateada — você só deve se preocupar se ele estiver sendo rude, mas crianças costumar reparar umas nas outras. Sim, apontar, obviamente, não é super educado, e se seu filho apontar para uma criança com deficiência, você deve dizer a ele que isso é indelicado. Mas quando você vir seu filho olhando para o meu, diga a ele que a melhor coisa a fazer é sorrir pra ele ou dizer “oi”. Se você quiser ir mais fundo no assunto, diga a ele que crianças com necessidades especiais nem sempre respondem da forma como a gente espera, mas, ainda assim, é importante tratá-las como tratamos as outras pessoas.”

Katy Monot, do blog “Bird On The Street”; mãe do Charlie, que tem paralisia cerebral.

7) Encoraje as crianças a continuar falando

“As crianças sempre se perguntam se o Norrin pode falar, especialmente quando ele faz seu “barulhinho alto característico”. Explique ao seu filho que é normal se aproximar de outra criança que soa um pouco diferente. Algumas crianças podem não conseguir responder tão rápido, mas isso não significa que elas não têm nada a dizer. Peça ao seu filho para pensar no seu filme favorito, lugar ou livro—há grandes chances da outra criança gostar disso também. E a única forma dele descobrir isso é perguntando, da mesma forma que faria com qualquer outra criança.”

Lisa Quinones-Fontanez, do blog “Autism Wonderland”; mãe do Norrin, que é autista

8) Dê explicações simples

“Algumas vezes, eu penso que nós, pais, tendemos a complicar as coisas. Usando algo que seus filhos já conhecem, que faça sentido pra eles, você faz com que a “necessidade especial” se torne algo pessoal e fácil de entender. Eu captei isso uns anos atrás, quando meu priminho me perguntou “por que o William se comunicava de forma tão diferente dele e de seus irmãos”. Quando eu respondi que ele simplesmente nasceu assim, a resposta dele pegou no ponto: “Ah, assim como eu nasci com alergias”. Ele sabia como era viver com algo que se tem e gerenciar para viver diariamente. Se eu tivesse dito a ele que os músculos da boca de William tem dificuldade em formar palavras, o conceito teria se perdido na cabeça dele. Mas alergia fazia sentido pra ele. Simplicidade é a chave.”

Kimberly Easterling, do blog “Driving With No Hands”; mãe do William e da Mary, ambos com Síndrome de Down

9) Ensine respeito às crianças com seus próprios atos

“Crianças aprendem mais com suas ações que com suas palavras. Diga “oi” para a minha filha. Não tenha medo ou fique nervosa perto dela. Nós realmente não somos tão diferentes de vocês. Trate minha filha como trataria qualquer outra criança (e ganhe um bônus se fizer um comentário sobre o lindo cabelo dela!). Se tiver uma pergunta, faça. Fale para o seu filho sobre como todo mundo é bom em coisas diferentes, e como todo mundo tem dificuldades a trabalhar. Se todo o resto falhar, cite a frase do irmão de Addison: “bem, todo mundo é diferente!”.”

Debbie Smith, do blog “Finding Normal”; mãe de Addison, que tem Trissomia 9

10) Ajude as crianças a ver que, mesmo crianças que não falam, entendem

“Nós estávamos andando pelo playground e a coleguinha da minha filha não parava de encarar o meu filho, que é autista e tem paralisia cerebral. Minha filha chamou a atenção da colega rapidinho: “Você pode dizer “oi” pro meu irmão, sabe? Só porque ele não fala, não significa que ele não ouve você”. Jack não costuma falar muito, mas ele ouve tudo ao redor dele. Ensine aos seus filhos que eles devem sempre assumir que crianças com deficiência entendem o que está sendo dito, mesmo sem poderem falar. É por isso que eles não vão dizer “o que ele tem de errado?”, mas poderão até dizer “Como vai?”.”

Jennifer Byde Myers, dos blogs “Into The Woods” e “The Thinking Person’s Guide To Autism”; mãe do Jack, que tem autismo e paralisia cerebral.

11) Inicie uma conversa

“Nós estávamos no Museu das Crianças e um garotinho não parava de olhar para Charlie com seu andandor, e a mãe dele sussurrou em seu ouvido para não encarar porque isso era indelicado. Ao invés disso, eu adoraria que ela tivesse dito “esse é um andador muito interessante, você gostaria de perguntar ao garotinho e à sua mãe mais a respeito dele?”.”

Sarah Myers, do blog “Sarah & Joe (And Charlie Too!)”; mãe do Charlie, que tem paralisia cerebral

12) Não se preocupe com o constrangimento

“Vamos combinar de não entrar em pânico caso seu filho diga algo embaraçoso. Você sabe, tipo se nós estivermos na fila do Starbucks e o seu filho olhar para a Maya e pra mim e disser algo como “Eca! Por que ela está babando?” ou “Você é mais gorda que a minha mãe”. Embora esses não sejam exemplos de início de conversas ideais, eles mostram que o seu filho está interessado e curioso o suficiente para fazer contato e perguntar. Por favor, não gagueje um “mil desculpas” e arraste seu filho pra longe. Vá em frente e diga baixinho o pedido de desculpas, se você quiser, mas deixe-me aproveitar a oportunidade: vou explicar a parte da baba e apresentar Maya e contar da paixão dela por crocodilos, e você pode ser a coadjuvante no processo, dizendo “lembra quando nós vimos crocodilos no zoológico?” ou coisa parecida. Quando chegarmos ao caixa, o constrangimento vai ter passado, Maya terá curtido conhecer alguém novo, e eu terei esperanças de que seu filho conseguiu ver Maya como uma criança divertida, ao invés de uma “criança que baba”. (E eu irei simplesmente fingir que não ouvi a parte do “mais gorda que a minha mãe”).”

“Vai chegar uma hora em que o seu filhinho vai começar a te fazer perguntas sobre por que a cor de uma pessoa é aquela, ou por que aquele homem é tão grande, ou aquela moça é tão pequena. Quando você estiver explicando a ele que todas as pessoas são diferentes e que nós não somos todos feitos do mesmo jeito, mencione pessoas com deficiências. Mas tenha o cuidado de falar sobre as similaridades também—que uma criança na cadeira de rodas também gosta de ouvir música, e ver TV, e de se divertir, e de fazer amigos. Ensine aos seus filhos que as crianças com deficiência são mais parecidas com eles do que são diferentes.”

Dana Nieder, do blog “Uncommon Sense”; mãe da Maya, que tem uma síndrome genética não diagnosticada

Gostou? Segue o link para o texto original em inglês: http://blogs.babble.com/babble-voices/ellen-seidman-1000-perplexing-things-about-parenthood/2012/02/29/what-to-teach-your-children-about-kids-with-special-needs/

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76 Responses to “12 coisas para ensinar a seus filhos sobre crianças com deficiência”

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  2. francisca Alves de Lima on 27 de agosto de 2013 at 21:12

    Nossa!!!
    Realmente é uma lição de vida.Adorei e fico muito feliz pelos os pais que possibilitaramesse presente tão especial.Aprendi muito

    Um abraço

  3. Fabiana Rodrigues on 30 de agosto de 2013 at 20:47

    Adorei a reportagem, tenho uma filha linda e que tem também as suas diferenças, gostaria de poder compartilhar com todos a nossa história.
    De emocionar a reportagem, adorei ver como mãe e educadora como é que realmente nossas crianças deveriam ser tratadas por todos.

    Fabiana Rodrigues
    mãe da Helô

  4. terezinha carvalho reis on 7 de outubro de 2013 at 6:57

    bom dia na minha familia sempre convivemos muinto bem com as difarenças .graças a deus.

  5. Josiane Morais on 19 de novembro de 2013 at 8:32

    Eu amei a reportagem.. Meu filho tem síndrome de Down.. e sempre procuro fazer isso com as crianças que estão perto dele. Mais graças a Deus o Caio é muito comunicativo, antes mesmo de alguém se apresentar ele já está falando oi puxando conversa. Indico essa reportagem para todos os pais e mães.. e futuros pais e mães.. Muitooo linda!

  6. Fabiana on 21 de novembro de 2013 at 16:26

    Muito bacana,

    sempre quis saber como lidar com estas situações, já que na “escola” da minha infância ninguém me ensinou e não precisa ser assim com meu filho. Acredito que a forma de lidar com as “diferenças” sejam elas físicas ou outra qualquer seria ressaltar as semelhanças. Conferi?
    Parabéns e obrigada!

    Se tiverem mais algum material gostaria de ter acesso.

    Grata,

    Fabiana

  7. Jorge on 22 de novembro de 2013 at 7:58

    Maravilhoso e importante contribuição para todas as pessoas…Que Deus os Abençôe, Sempre!

  8. sonia maria goi on 22 de novembro de 2013 at 10:11

    Foi tão bom ler isso. Estamos nos preparando para o diagnóstico “oficial” de nosso anjo azul. Parabéns por mais uma vez nos ajudar.

  9. jaime cordova on 22 de novembro de 2013 at 13:11

    Galera,
    Tenho um filho com Sindrome de Down e posso afirmar que tenho O MAIOR ORGULHO dele. Minha luta é exatamente essa de educar e mostrar às outras crianças, famílias etc.. que não são nossos filhos que precisam lidar comas diferenças.
    Nicholas, papai te ama muitooooooo, já sabes como disse em minha homenagem se pudesse mudar algo, mudaria SIM, em vez de 1 teria 2 Nicholas iguais.

  10. CIDA RIBEIRO on 22 de novembro de 2013 at 19:39

    OLA, PESSOAL COMO VAI TODOS VCS?
    SOU MAE DA MARIA LUISA PORTADORA DA SINDROME DOWN
    L
    INDA GAROTINHA DE 9 ANOS.

  11. Valeria on 23 de novembro de 2013 at 13:17

    Newslwtter

  12. maria josé leite de souza on 25 de novembro de 2013 at 22:49

    Sou AVÓ DE UMA MENINA COM PARALISIA CEREBRAL; é uma linda e fofa menina de 11 anos!
    A princípio eu não sabia direito como lidar com ela; mas na verdade é ela que vem me ensinando a viver.
    QUANDO ELA ME DÁ UM SORRISO, JÁ VALEU O MEU DIA!

  13. marcia medeiros on 3 de dezembro de 2013 at 10:42

    bom dia tirei varias duvidas e agora mim sinto mas preparada pra dar uma palestra sobre deficiencia fisica obrigado

  14. Luciano on 4 de dezembro de 2013 at 16:43

    Parabéns pela compilação destas histórias! Significativas e verdadeiras!

  15. mariela on 5 de dezembro de 2013 at 15:13

    Realmente increible!!me emocione al leer el articulo.Soy mamá de Diego diagnosticado com Autismo Atipico.

  16. Amália C. Minciotti on 4 de janeiro de 2014 at 10:46

    Crianças menores, que lidam com o concreto,não tem o olhar do preconceito contra crianças especiais até que um adulto significativo para elas voltem esse olhar diferencial e preconceituoso para alguem.Aceitem as diferenças e ensinem seus filhos a aceitá-las.Vale para a vida toda.Abraços

  17. Maria Helena on 5 de janeiro de 2014 at 18:29

    Sou avó de um lindo menino chamado MATHEUS, ele é autista e muito carinhoso…Ele está nos ensinando muito a ter uma vida com mais amor…
    Amei muito essa reportagem. Todos deveriam ver, aprender e mostrar aos seus filhos com lidar com crianças ESPECIAIS. Eles são crianças que vieram ao mundo para nos dar uma lição linda de VIDA….. Um beijo em cada coração de uma mãe e de um pai….Que tenham muita FORÇA e FÉ!!!!!!

  18. Thais on 6 de janeiro de 2014 at 9:00

    Olá ! Sou mãe do Kauê que tem 7 aninhos cardiopata e teve avc no pos-operatório da cirurgia cardíaca, sua sequela é motora, ainda não anda sozinho…esses dias estavamos no shopping e ele na sua cadeirinha de roda e o seu irmão de 5 aninhos empurrando, passa um menino e diz ” olha um menino doente…” apontando para o Kauê…a mãe desse menino simplesmente olhou e andou mais rápido com ele…gostaria muito que essa “mãe” lesse esse artigo…com certeza seu filho não iria fazer isso novamente…

  19. Flávia Ferreira Marques da Silva on 6 de janeiro de 2014 at 18:32

    Muito Bom , Adorei .. Que as outras pessoas tenham essa consciência em relação as crianças com deficiências ,muitas das vezes não são somente as crianças possuem essa dificuldade mas os adultos!

  20. Simone M.S.Oliveira on 9 de janeiro de 2014 at 6:54

    Parabéns pelo texto, sincero e verdadeiro.O respeito às diferenças vai existir de verdade quando realmente ensinarmos nossos filhos desde pequeno que somos diferentes e muito especiais pelo simples fato de sermos únicos, que temos dificuldades e habilidades particulares. Sou fisioterapeuta e sempre digo que meu trabalho é muito especial, pois tenho o privilégio de fazer parte do mundo de muitas famílias com histórias de vida semelhantes as que li aqui. Meu maior desejo é que exista respeito às diferenças e que possamos evoluir como ser humano e entender que todos temos ou nascemos com dificuldades próprias e que também todos nós somos capazes de aprender e evoluir muito, independente de nossas limitações. Um belo exemplo disso é nosso grupo de teatro de pessoas com deficiência Intelectual “Arte para todos” em Jonville-SC, do qual me orgulho muito. Simone- Joinville-SC

  21. Kika on 12 de janeiro de 2014 at 11:27

    Uma vez fui iniciar uma conversa dessas com a minha filha de 5 anos, que tem um colega autista da classe.
    Eu:-filha, você já percebeu que existem algumas crianças que são um pouquinho diferente das outras?
    Ela:-mamãe, todas as crianças são diferente.
    Eu:- mas não tem algumas que são um pouco mais? Na sua classe, quem é a mais diferente?
    Ela:-aaaaah, sei. Clarinha! – esse é o nome da coleguinha mais levada da turma dela não do coleguinha autista. Ou seja a percepção deles das diferenças não é a mesma da nossa. Ela trata o coleguinha autista como todos os outros colegas. Diz que gosta de brincar de correr com ele. E só
    não acha ” justo” a tarefa dela ser mais difícil que a dele…rsrsr…

  22. Marcos on 20 de janeiro de 2014 at 23:40

    As crianças entendem as coisas mais facilmente do que se pensa, e não tem a crítica dos adultos. Quem complica tudo são os adultos, eles sim têm preconceitos e medo e reparam nas diferenças como “diferenças” se é que me fiz entender… as crianças apenas reparam em algo que nunca viram, e são naturalmente curiosas a respeito (nem todas!), mas elas também não têm qualquer tipo de maldade ou pré-conceitos. Não estão olhando pra vc. com “pena” ou “medo”, apenas curiosidade.

    Já tive mais dificuldades em explicar alguma coisa sobre minha deficiência quando perguntado por um adulto (“se você tirar sua bengala você cai?” me perguntou uma senhora uma vez…) do que em responder perguntas feitas por crianças. Uma delas perguntou uma vez: “moço, vc. não sabe andar não?”… O pai ficou todo desconcertado, e eu imediatamente: “sei sim, só ando de um jeito diferente do seu”. Pronto, morreu ali a conversa sobre o assunto, sem constrangimento algum.

  23. Cristina on 23 de janeiro de 2014 at 9:40

    Parabéns pelo texto! Esclarecedor, sensível e em algumas partes bem humorado!Espero que circule muito pela net para que muitas pessoas possam ler, se conscientizar e praticar! E as fotos…lindas, preciosas!

    Obrigada

  24. Vanda on 21 de abril de 2014 at 12:32

    Este tipo de texto nos ajuda a ver a vida de outra forma para que possamos acompanhar nossos filhos com mais carinho.

  25. Vanda on 21 de abril de 2014 at 12:37

    Sou mae de uma crianca linda, conheci este site atraves da fisioterapeuta, concordo com as dicas da maes e sempre olhei-o de forma positiva, por isso ele e uma crianca que rir muito e transmite atraves de seu olhar um brilho esplendido.Se estiver alguma mae que queira conversar mais. Meu filho nasceu com mielomeningocele. vandaferreira5@hotmail.com

  26. Cinthia on 28 de agosto de 2014 at 20:00

    Ainda nao sou mae, mas esse texto é muito educativo e tocante. Obrigada!

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