Novidades sobre pesquisas em síndrome de Down

segunda-feira, novembro 21, 2011
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Envie por e-mail | Aumentar a fonte do texto. Diminuir a fonte do texto. | Por Equipe Inclusive

Por Patricia Almeida

O Dr. Michael Harpold, Coordenador Científico da Down Syndrome Research and Treatment Foundation (DSRTF), em conferência pela internet em 22/11, informou sobre os avanços nas pesquisas financiadas pela DSRTF além das últimas novidades no estudo de tratamentos medicamentosos que poderão melhorar a qualidade de vida e a independência para pessoas com síndrome de Down.

Segundo o Dr Harpold, os investimentos na pesquisa em síndrome de Down vêm aumentando significativamente, tanto por parte de organizações privadas como a própria DSRTF, como por recursos governamentais norte-americanos. Mas muito mais ainda é necessário para que as pesquisas avancem o suficiente a ponto de se chegar a um medicamento testado e aprovado pelo FDA (entidade norte-americana responsável pela aprovação de medicamentos – equivalente à brasileira ANVISA).
Atualmente a Fundação está financiando diversos estudos nas universidades norte-americanas de Stanford, San Diego, Johns Hopkins, Arizona, VA Palo Alto e Austin, entre outras.
Foi criado ainda o DS Cognition Project, um pool de 8 instituições americanas, coordenadas pela universidade Johns Hopkins, em Maryland, trabalhando em colaboração para obtenção de resultados mais rápidos.
Uma das pesquisas promovidas pela DSRTF na Universidade de Arizona, chegou ao « Arizona Cognitive Test Battery », o primeiro teste desenhado especificamente para medir os avanços cognitivos em pessoas com SD. Esse tipo de exame é fundamental para a avaliação das drogas que estão sendo estudadas quando chegarem à fase de análise clínica.
Além de arrecadar recursos para aplicação em pesquisa, outro trabalho da DSRTF é convencer as empresas farmacêuticas a realizar estudos para produção de novos medicamentos que possam ser usados no tratamento de indivíduos com síndrome de Down.
Nesse sentido, a Fundação, em setembro de 2011 alcançou uma grande vitória ao conseguir o emgajamento  da grande empresa farmacêutica Roche que irá realizar um estudo clínico de medicamento para melhorar a capacidade cognitiva e comportamental em pessoas com síndrome de Down.
Foi formado ainda o Down Syndrome Consortium, que une organizações interessadas em síndrome de Down, com o objetivo de informar à comunidade de SD os avanços na área, pesquisas em curso e possibilidades para futuros estudos. Em troca, aqueles que trabalham em pesquisa e tratamento de pacientes com SD compartilham suas experiências e ideias para novas pesquisas.
Um dos estudos citados pelo Dr Harpold, é de um medicamento que foi aplicado em modelos de camundongos com síndrome de Down recém nascidos e que com apenas uma dose foi restituido o cerebelo do roedor.
Os investigadores estão explorando as diversas relações entre excitação e inibição causadas pelo gene APP que repercute na placa amioloide, também afetada em pessoas com Alzheimers.
Comentou sobre o trabalho do Dr Pierce Shinomura, que tem um filho com SD e está estudando formas de prevenir a placa com base em neurodegeneração.

O Dr Harpold notou ainda que, ao estudar doenças como Alzheimers, que acontece frequentemente em pessoas com síndrome de Down, poderá se chegar a medicamentos que sirvam para toda a população afetada. Além disso, está sendo pesquisada a relação entre o cromossomo 21 a mais e tumores sólidos e arteriosclerose, uma vez que as pessoas com SD praticamente não apresentam nenhuma das duas ocorrências e as descobertas nessa área poderá levar a tratamentos para elas. Dessa maneira as pessoas com síndrome de Down, com suas qualidades únicas, estarão contribuindo enormemente com a sociedade.

Para finalizar o Coordenador Científico da DSRTF afirmou que esta é uma época muito promissora para pessoas com síndrome de Down e que as pesquisas visando tratamentos beneficiarão não apenas bebês e crianças, mas também os adultos com síndrome de Down, e que os primeiros resultados podem vir a ser conhecidos nos próximos anos.

Fonte – DSRTF e Inclusive

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