Hanseníase e tuberculose: estigma e preconceito ainda são problemas

quinta-feira, dezembro 2, 2010
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Envie por e-mail | Aumentar a fonte do texto. Diminuir a fonte do texto. | Por Equipe Inclusive
Estigma - Imagem de papel carimbado com o termo "carimbo" em vermelho

A visita do representante da Dahw – Associação Alemã de Assistência a Hansenianos e Tuberculosos no Brasil, Manfred Göbel, revelou uma situação ainda preocupante sobre a questão dos números da hanseníase no Brasil e no estado de Mato Grosso, considerado o líder no ranking de casos da doença no país.

Outro fator preocupante revelado pelo fundador da Dahw no Estado, mais precisamente na cidade de Rondonópolis, diz respeito ao preconceito e ao estigma da doença, considerada uma das mais antigas do mundo, com registros de casos, inclusive, na Bíblia Sagrada. Manfred revelou que um estudo realizado por uma instituição não governamental (ONG), do Mato Grosso do Sul, identificou que ainda nos dias de hoje, pelo menos cerca de 30% das pessoas que contraíram ou contraem a doença ainda sofrem com o preconceito e com a discriminação, em razão do estigma inerente à doença.

A boa notícia é que os constantes avanços da medicina têm garantido um tratamento e cura completos das pessoas que contraem o bacilo de hansen e que conseguem identificar a doença precocemente, e não ficam com sequelas ou incapacitadas para o trabalho. Nesses casos, seguindo o tratamento adequadamente, o paciente poder conseguir a cura completa em no máximo um ano e seis meses. Outra informação alvissareira, é que seguindo corretamente o tratamento, após 15 dias, o paciente já não transmite mais a doença. Isso diminui a preocupação das pessoas quanto a uma eventual contaminação e diminui o estigma da doença.

Mas é preciso que se invista mais em divulgação dos sintomas da Hanseníase, desmistifique o preconceito e o estigma que ainda persegue os portadores do bacilo de Hansen. Como o tratamento é feito gratuitamente pelo sistema único de saúde (SUS), é preciso
apenas que as pessoas se interessem em realizar o tratamento corretamente, sem interrupções, e dentro de pouco tempo poderemos deixar esta incômoda liderança no ranking da hanseníase brasileira.

Os 30 anos de trabalho da Dahw em Rondonópolis, já contribuíram muito para a melhoria da qualidade de vida dos pacientes. Todavia, como se trata de uma região endêmica, somente com a participação das pessoas esse quadro poderá ser mudado.

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Fonte: A Tribuna do Mato Grosso

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One Response to “Hanseníase e tuberculose: estigma e preconceito ainda são problemas”

  1. Edilson Carlos on 26 de abril de 2013 at 22:24

    Gostaria de parabenizar ou porque não elogiar o conteúdo aqui exposto, então eu quero saber qual a diferença de contração da doença “HANSENÍASE e TUBERCULOSE”? As duas patologias são contraídas através das vias respiratórias?
    Obrigado por fazer parte desse mundo de informação e, na certeza de que obterei sua resposta ficarei aguardando ansiosamente.

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